segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Ler aos pedaços

Sobre o autor

Cesar Garcia Lima

Cesar Garcia Lima é doutor em Literatura Comparada (UERJ), mestre em Literatura Brasileira (UFRJ), poeta e jornalista (Cásper Líbero). Autor dos livros de poemas Águas desnecessárias e Este livro não é um objeto, dirigiu os documentários Soldados da borracha e Onde minh’alma quer estar. Atualmente, desenvolve pesquisa sobre crítica na Literatura Brasileira Contemporânea (UFF), com bolsa de pós-doutorado da FAPERJ. Nascido no Acre, vive no Rio de Janeiro.

( 2 )
  • axelguedes@yahoo.com.br'

    Axel Guedes

    Texto muito bom, Cesar!

    Foi o primeiro que li agora de manhã, às 8:42. Aliás, gosto de ler um texto mais “longo” como o seu pela manhã. Sim, longo, no contexto que você coloca a sua reflexão sobre Facebook e Livro impresso (ou digital).

    Sabe, eu acho que tudo que pula na internet é um produto da fábrica do offline mesmo. Tudo tudo. Se a gente sai às ruas, vê logo um monte de gente falando picadinhos, algumas palavras-chave e passou. Muitos falam baboseiras, enquanto poucos dizem algo gratificante. Mas tudo isso depende muito do meu humor. Se eu estou bem, vejo como está tudo sincronizado, tudo no seu lugar. Mas, se porventura eu estou magoado com alguma coisa (do off ou do online), parece que está tudo errado. 🙂

    O Livro impresso é insubstituível. O digital? Também. Para mim, cada um tem o seu lugar.

    Quando vou pesquisar, prefiro os digitais. Quando vou ler um todo, os impressos.

    No Facebbok e nas outras redes, somos todos perfeitos. É uma maneira de nos ver quase como anjos (ou até mesmo o demônio sob medida).

    Bom, viu como fiquei inspirado com o seu texto? 😀

    Eu acho que o livro impresso jamais vai ser substituído. E o digital veio para ocupar um espaço que o impresso não conseguia. Pela internet, a gente pode comprar um livro digital e ter acesso para leitura na hora. Já o impresso não. O Impresso, a gente pode ir para um lugar sem sinal de wifi ou de dados e ele continuará lá, fiel, exuberante!

    Um abraço, querido amigo! Parabéns pelo texto, tanto pela elaboração quanto pelo conteúdo atual, interessante e profundo.

    Responder
  • mariohoje@yahoo.com.br'

    Mário de Oliveira Pinheiro

    O Zarzos.É misantropo ou acometido a síndrome da bomba de neutron?Viveu um tempo todo na cidade do Rio de Janeiro e dela só aceitava a paisagem.Quem viveu no RioFoi se esconder em Maricá, como Darcy,, como a viúva que para alá foi para ser assassinada..Quem viveu no Rio não vive em outro lugar.Existe.Não entendi a munumentalidade emprestada ao versos do poeta luso.Ler aos pedaços são leituras interrompidas, em consequência de bipolaridade ou , destino mais trágico a se agregar, ser pai e cuidador de autista severo.São dezenas de livros pela casa , deitados ou verticais com marcadores de textos.De livrarias ou recortados, aproveitados de embalagens diversas.Dispersos,interrompidos pelos tormentos rotineiros.Queria o meu sem interrupção refazer uma caminhada que da memória vai daquele dia em que saímos à note desde a ponta do cais no Caju, sem ponte nem pátio de automóveis, até o armazem defronte à Rodoviária onde encontramos a porca com a prole parida em meio grandes rolos de arame desembarcados ou por embarcar.Contar sem interrupções tudo que vi pelo percurso durante os 60 anos de procura da porca da baiana.

    Responder

Deixe um comentário

Seu e-mail não pode ser publicado. Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar essas HTML tags e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>