segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Sebastião – 20 anos sem Tim Maia

Há 20 anos a MPB perdeu seu síndico. Nascido em 28 de setembro de 1942, no Rio de Janeiro, Sebastião Rodrigues Maia tentou a vida na Jovem Guarda, encarnou um lado Black Music esotérico em sua fase Racional e, sobretudo, ganhou o Brasil com sua disco music dançante com a banda Vitória-Régia de guarda-costas. Não só cantor e compositor de mão cheia, o músico mostrou-se um grande líder no palco, em apresentações em que nem o maestro ficava parado. No dia 15 de março de 1998, Tim Maia passou mal em um show em Niterói e saiu do palco direto para a história da música popular, ocupando um posto que, sem sombras de dúvidas, jamais terá outro ocupante. De personalidade forte, brincalhão e conhecido também por faltar mais shows que comparecer, o gosto pela música de Tim é unanimidade no país. Se existe alguém que não gosta, um conselho: ouça de novo porque você ouviu errado.  

A democracia, a liberdade e o futuro

Vamos ter que falar da Marielle! Assim como Anderson, seu motorista, foi mais uma pessoa a ser morta no cotidiano do Rio de Janeiro. Há uma verdadeira comoção por sua morte, assim como há também críticas a esse comportamento e diversas teorias sobre o que motivou sua execução. Essas mortes juntam-se a outras como a de pessoas, de todas as raízes, que são mortas pelos motivos mais fúteis possíveis, até por um simples celular. Somam-se também à de crianças por balas perdidas, ou achadas, como também de muitos policiais assassinados no seu trabalho ou apenas por ser policial. Já são incríveis 26 mortes de policiais neste ano. Mas a execução da Vereadora possui outra dimensão. Foram tiros certeiros na democracia! Vamos deixar de lado as questões partidárias, ou mesmo o fato de ser negra, ativista e mulher! O que mais choca é o fato e sua dimensão aparentemente política. Ela era atuante e estava no lugar certo, ou seja, na Câmara Municipal. E representava mais de 46 mil eleitores. Tinha uma ideologia e por ela lutava no fórum adequado. Buscou uma tribuna democrática e um mandato popular. Ela fez isso e foi executada! Queremos todos nos livrar dessa insegurança constante, amiga da corrupção e senhora do nosso destino! Ninguém aguenta mais! De certa forma, o ato atinge também a intervenção na área de segurança no Rio de Janeiro, isto no seu primeiro mês de atuação. Não temos mais liberdade para sair às ruas e temo que em breve não teremos mais liberdade de escolha de nossos políticos, pela simples razão de aqueles que gostaríamos que fossem eleitos não terem espaço ou mesmo vontade de se candidatar! Neste quarto aniversário da Lava-jato, o que vemos é uma divisão de recursos públicos para que este Congresso atual consiga perpetuar, ao menos, uns…

Improvisações seculares

Joaquim Nabuco disse que a Abolição seria incompleta se os escravos não recebessem terra para trabalhar e se os filhos não tivessem escola para estudar. Não deram atenção. Cem anos depois, Darcy Ribeiro disse que se o Brasil não construísse escolas teria de construir cadeias no futuro. Junto com o governador Leonel Brizola, Darcy criou um sistema estadual de escolas: os CIEPs. Mas não houve continuidade. Em 1990, Fernando Collor levou a ideia para o resto do Brasil com os CIACs. Depois do impeachment, a federalização foi abortada. A sociedade brasileira continuou a marcha na pobreza, violência, desigualdade, improvisando soluções, sem perceber que o problema está na ausência de um sistema nacional de educação. O futuro do povo tem a cara de sua escola. Hoje, cariocas apoiam a intervenção federal na segurança do estado. Com a urgência de cuidar do fuzil, desprezamos o lápis. Preferimos continuar nas improvisações seculares: abolição, república, desenvolvimento, democracia e segurança sem educação. Este ano teremos eleições e os candidatos não parecem conscientes do problema, nem interessados em resolvê-lo. Partidos boicotam seus candidatos que defendem a educação porque não dá voto. Poucos votam em quem propõe enfrentar fuzil também com lápis. Por isso, não há ouvidos para o que disse Nabuco ou Darcy, nem para a ex-senadora Heloísa Helena quando, mais recentemente, falou: “se adotarmos uma geração de brasileiros, eles depois adotarão o Brasil”.

Seis passos para uma receita de sucesso

Demorei mas não podia deixar de escrever sobre a coqueluche do momento: “La casa de papel”. Conheço raros amigos e conhecidos que ainda não tenham visto a série espanhola da Netflix. Onde vou, só se fala nela, só se discute sobre ela. Lançada de mansinho, sem grandes campanhas de marketing e de divulgação, “La casa de papel” seduziu e criou uma legião de fãs que têm até torcidas por seus personagens favoritos. A série foi concebida originalmente como uma minissérie de 15 episódios. A Netflix exibiu nove deles editados em 13 partes. Em abril, ela lança o restante, como uma segunda temporada (na verdade, é a segunda parte da primeira temporada). E qual a razão desse sucesso todo? Listo aqui seis delas: Uma boa história: o argumento em si não é nada original – um grupo de ladrões com diferentes habilidades é reunido por um homem misterioso para executar o “roubo do século” – no caso, a tomada da Casa da Moeda. “Onze homens e um segredo” é apenas uma de várias referências, para não nos estendermos muito. “Cães de aluguel”, de Tarantino, me parece outra inspiração, principalmente na nomeação dos personagens (se no filme de Tarantino os ladrões têm nomes de cores, em “La casa de papel”, eles têm nomes de cidades). Mas do que adiante ser original se não se souber contar uma boa história? E esse é o objetivo da série espanhola. Nada do que está lá é inédito. E quem souber fazer contas vai deduzir inclusive uma ou outra virada da história. Mas “La casa de papel” não está presa ao ineditismo. E sim, a se propor a entregar para o seu público o que pretende. E ela faz direitinho: a aventura dos ladrões – a maioria bem intencionada - para conseguir alcançar seu objetivo ao…

Balança: inimiga da dieta?

Frequentemente no consultório me deparo com pessoas aterrorizadas em subir na balança. Algumas até me pedem para não revelar o quanto estão pesando. Entendo bem isso, porque para pisar na balança é preciso ter um preparo mental. Se você já enfrentou dificuldades para emagrecer ou vive no “efeito sanfona” – engorda, emagrece e volta a engordar – certamente se pesar é uma situação que pode ser desgastante.  Acontece assim: você começa uma dieta e exercícios, ao final de uma semana, sobe na balança e se depara com um número maior que o esperado. Pronto! Você se chateia e perde a motivação. Pare para pensar: qual é o motivo desse insucesso?  A explicação é o comportamento que você adota quando inicia uma dieta. Sim, isso mesmo. Tudo envolve a maneira de pensar. É preciso se preparar para se pesar. Se você encarar o resultado da balança como fraqueza, falta de controle ou incapacidade de conseguir resultados, a consequência será se sabotar e desencadear uma compulsão alimentar.  Se prepare mentalmente e não permita que os números mostrados na balança desgastem sua motivação. Se o número na balança indicar que você não emagreceu, repense a dieta que adotou. Talvez você não saiba como fazer a dieta corretamente, ou esteja se permitindo maiores porções em algumas refeições ou, ainda, naquele momento, alguma alteração hormonal ou fisiológica esteja alterando seu resultado. É normal! Não permita que a balança se torne um obstáculo para continuar. A persistência na dieta e nos exercícios e mudar a forma de pensar são fundamentais para que você se livre dos malefícios da obesidade. É verdade que um profissional para te orientar, te ajudar a solucionar problemas, te motivar e manter sua autoconfiança será peça chave nesse processo. Acredite: quando aprender a se alimentar bem e se permitir uma transformação, você…