segunda-feira, 21 de outubro de 2019

O tema da moda é… Transformação Digital!

Hoje em dia não se fala em outra coisa: transformação digital! No meio técnico de TI, isso pegou mais que vírus da zika e febre amarela. Estatísticas são várias; previsões, algumas bizarras, outras otimistas até demais, mas o fato é que ela está aí. Aos mais atentos, em pleno vapor; para os desligados, ainda por chegar. Afinal, o que é transformação digital? Não vou entrar no mérito da definição formal, mas, em outras palavras, é o mundo conectado num imbróglio de algoritmos de controle fazendo coisas antes vistas — pelo menos por meus contemporâneos — apenas nos desenhos animados dos Jetsons ou nos seriados Túnel do Tempo e Jornada nas Estrelas. Lembram? Pois é: videoconferência, carro que voa, carros auto dirigíveis etc. Então, amigo, transformação digital não é simplesmente uma virada de chave e sim uma revolução tecnológica, muitas delas teorizadas nos anos 30 e 40, mas que só se tornaram viáveis agora, devido à tecnologia disponível. E onde vamos parar? Seria o céu o limite? Lembro há alguns anos, ou melhor, muitos anos atrás, numa aula de Física dos sólidos, um professor meu dizia que o limite da computação estava por vir, pois os circuitos eletrônicos tinham propriedades físicas que limitariam a velocidade de processamento, perdas pelo efeito Joule, restrições quânticas, entre outras teorias que não vêm ao caso. Por sorte ele estava errado, e a cada dia processadores e circuitos mais rápidos são desenvolvidos, e eu diria que não há a menor possibilidade de impedir essa escalada rumo à digitalização das coisas. Voltando à vaca fria, se você ainda não está convencido que estamos com a transformação digital bombando, pense: quantas vezes você tem visitado sua agência bancária no mês? Ou, por exemplo, quanto tempo você consegue ficar longe do smartphone? E o que acha dos aplicativos como…

O Acre ainda que tardio

O caso de Bruno Borges, jovem de 24 anos que ganhou fama nas redes sociais depois de desaparecer sem dar explicações, colocou o Acre novamente em evidência, quase três décadas depois do assassinato do sindicalista Chico Mendes, em Xapuri, em 1988. O Acre tem essa vocação de localidade pouco valorizada nacionalmente, mas de vez em quando surpreende com uma personalidade de trajetória inusitada, em geral subvertida e mitificada pela mídia. O furor sensacionalista que fez com que o quarto de Bruno, adornado com símbolos esotéricos e textos criptografados, esteja sendo reverenciado ou debochado, para mim diz mais de uma sociedade que não está acostumada à leitura do que sobre o estudante de psicologia. Bruno é um leitor sem lugar e por isso partiu, quem sabe em busca de uma gruta secreta em Machu Picchu ou talvez para conhecer Roma, onde seu mestre, o filósofo Giordano Bruno, passou seus últimos dias. Bruno é, sem sombra de dúvida, um incompreendido e sua história fez dele um ídolo de adoradores ou detratores, antes mesmo de avaliarem os livros que escreveu: por que não esperar um pouco para interpretar o conjunto de sua obra? Ao que tudo indica, Bruno teria lido mais do que qualquer integrante de sua família, e com seus escritos cifrados deixados na parede do seu quarto, sua admiração ao filósofo Giordano Bruno, interesse por extraterrestres e o mundo não visível, criou uma aura cult que atrai admiradores cegos e céticos, mas também pode provocar o debate. As hipóteses se sucedem e, ao observar seu quarto, pode ser destacado o caráter estético, como a instalação de alguma bienal recente. Dessa história toda só penso na preservação psicológica e física de Bruno: sua vida, sua privacidade, seu direito de ser incomum nesta época excessivamente interativa e tão prontamente excludente. Conterrâneo de Bruno e tendo…

Piazzale Michelângelo: a melhor vista panorâmica de Florenza

É difícil encontrar adjetivos que definam a beleza singular de Florença. A cidade é quase um museu a céu aberto, repleta de obras de arte e referências ao período renascentista. Para onde se olha, é possível encontrar uma estátua, um monumento, um edifício suntuoso, um palácio. E, para completar, Florença é uma cidade fotogênica. Qualquer que seja o ângulo, a fotografia fica maravilhosa. Porém, é do alto do mirante da Piazzale Michelângelo que as fotos ficam escandalosamente bonitas. A Piazzale Michelângelo fica do lado esquerdo do Rio Arno, em uma área mais elevada. De lá é possível avistar o majestoso e imponente Duomo, a Ponte Vecchio cortando o Rio Arno, além das ruínas das muralhas da cidade. Tenho que dizer que a praça Michelângelo, por si só, é bem sem graça. Há algumas réplicas de estátuas de Michelângelo e também barraquinhas com souvenirs e lanches para atrair os turistas. O que vale mesmo é a vista, que, aliás, na minha opinião, é a vista mais bonita de Florença. No andar inferior da praça, há um restaurante com terraço panorâmico. Apreciar uma taça de vinho com essa vista não é nada mal. Fiquei com vontade de visitar a praça à noite. Dizem que a paisagem fica deslumbrante com os monumentos do centro histórico iluminados.   Informações úteis É possível chegar à Piazzale Michelângelo de carro/ônibus ou a pé. O jeito mais tranquilo (e sem esforço) é de carro/ônibus, seguindo pela Viale Michelangelo. Se optar pelo transporte público, pegue os ônibus de número 12 ou 13 na Estação de Trem Santa Maria Novella. Para quem vai a pé, o acesso é feito pelas escadas ou pelas rampas da Piazza Giuseppe Poggi ou pela Via del Monte alle Croci. Essa foi a nossa escolha. O trajeto que fizemos – da igreja Santa Maria…