quarta-feira, 20 de março de 2019
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Eleições, Saúde, Educação, Estado, Tributos e Segurança

Estamos em época de eleições, então voltam à cena as grandes questões nacionais a serem enfrentadas, especialmente as mais emblemáticas: saúde, educação, segurança, tributos e estado. Todos esses grandes segmentos possuem inúmeras distorções, algumas virtudes, mas sempre serviram de bandeira eleitoreira para quem supostamente desejasse promover as ações necessárias para correção de rumos e solução de problemas. Entre altos e baixos, fundamentalmente nunca se chegou a um porto seguro. Por quê? Uma das respostas aponta para a corrupção sistêmica. Ora, todos sabemos que onde o homem está, ali também encontramos a ação corrupta, fraudulenta e desonesta! Então precisamos de menos concentração de poder e maior controle e transparência. Atualmente percebemos casos em que a existência de mecanismos de corrupção abrangeram toda a cadeia operacional. São as formações de quadrilha que controlam tudo, desde a decisão inicial, execução, órgãos reguladores, de supervisão e possíveis investigadores. E se o processo consegue romper a barreira e chega à justiça, ainda assim enfrentam-se problemas nas amarras da presunção de inocência, instâncias de julgamento e prerrogativa de foro. Outra resposta se volta para as famosas e sempre mencionadas ações preventivas. Fica claro que quando dispendemos recursos humanos e financeiros para trabalharmos no campo das consequências, certamente estaremos errando. Não investimos na superação das causas dos problemas e, assim, há sempre uma alimentação perene das distorções. Estamos, como se diz, “enxugando gelo”. Vejamos a saúde, por exemplo. Como se atender às suas verdadeiras necessidades sem mencionar a inexistência de saneamento básico para cerca de 50% da população? Há exaustivos estudos que comprovam estar o investimento em saneamento diretamente ligado a uma menor necessidade de recursos para a saúde. O que pode ser lido como melhoria no investimento em saúde. Existem menções à falta de médicos no Brasil e, mesmo assim, muitos reclamam e reclamaram do programa…

Da violência autorreferente do racismo: a vítima pode ser cúmplice do sistema

Que tiro foi esse? Um mês após decorrido o evento crítico gerado pela indicação da cantora Fabiana Cozza para representar Dona Ivone Lara em show musical, logo após o falecimento da “Grande Dama do Samba”, aos 97 anos, em abril de 2018, ainda permanece difícil fugir das sequelas do debate que levou inúmeras mulheres negras a se oporem a Fabiana, inclusive, escolhida pela família de Dna. Ivone. O forte bombardeio das e dos ativistas negras e negros, via redes sociais, contrariado(a)s pela duvidosa legitimidade da escolhida para representar e retratar aquela que fora a gigante do Samba do Império Serrano, nos coloca diante do duplo vínculo que a questão racial/racismo opera no jogo da vida social motivada por projetos de natureza política na forma de preconceito étnico associado a atos discriminatórios. E, neste sentido, o evento tem dois lados e é este o seu lado pedagógico para que saibamos lidar com este paradoxo. Em primeiro lugar, é absolutamente correta a revelação que as ativistas trazem de que há uma exclusão sistemática e “aparentemente natural” das pessoas com pele mais escura de determinados cargos sociais públicos e bem remunerados. Em segundo lugar, embora com pele mais clara, Fabiana, além de autodeclarada negra convive intensamente no mundo do samba e no da cultura afro-carioca, o que a ela dá autoridade existencial e lugar de fala para a referida questão. No que, rapidamente, Fabiana respondeu às pressões renunciando, não sem protestos, à indicação. Todavia fica a pergunta: “Que tiro foi esse?” Fogo amigo ou simples demonstração da ação violenta e traumática do racismo como prática de discriminação e segregação? Este é o tema que explorarei com os leitores daqui pra frente, focando nossa conversa nos eventos críticos em nossa sociedade, levando em conta a profunda revisão em andamento em várias áreas, sobre o…

A segunda-feira e os recomeços

Dieta, academia, estudar para concurso, aprender uma língua nova, enfim, tudo se deixa para começar na segunda feira. Quantas vezes você já (re)começou uma dieta na segunda feira? Quantas vezes foi este o dia escolhido para voltar para a academia? Segunda feira é um marco na vida de muita gente, é como se começasse um novo ciclo. Mas essa ideia de ciclo não deveria se referir a alimentação e hábitos saudáveis. Ciclo tem começo, meio e fim. E, alimentação e hábitos saudáveis não têm que ter final. Comer saudável e cuidar do corpo não deveriam ser determinados pelo dia da semana, todos os dias são dias de fazer boas escolhas. As pessoas devem encontrar o equilíbrio e desconstruir na cabeça os hábitos ruins. Devem tirar da cabeça que fazer dieta é difícil, porque, na verdade, mudar as atitudes, adquirindo novos e saudáveis hábitos, é que vão trazer o benefício da saúde plena. Uma dica para começar (e, não parar): escreva em local bem visível qual é o seu motivo para emagrecer ou manter um peso saudável. Leia e releia este motivo diariamente e, gradativamente, adquira e mantenha novos hábitos. Beijos e saúde.

O que é imperdível em São Petersburgo?

Eu diria que tudo! A cidade é imperdível ao quadrado. Fecho a série de artigos sobre a Rússia, este belo país sede da Copa do Mundo de 2018, falando da minha cidade favorita por lá: São Peter. Juro que mudo de país nos próximos textos! Combinado? Como considero a cidade toda linda e maravilhosa, vou priorizar o que acho o filé mignon. São Peter é enorme, uma das maiores cidades da Europa e uma das mais ‘europeias’ da Rússia. Porém, as principais atrações ficam bem concentradas geograficamente na região da Nevsky Prospekt. Quem se hospedar nessa que é a principal rua da cidade ou nas proximidades do museu Hermitage estará super bem localizado e poderá visitar praticamente todas as principais atrações a pé, se tiver com disposição e resistência ao frio. (hehe) Estive lá em dezembro de 2014, num frio punk, com direito a neve e tudo, mas consegui fazer tudo andando. Hospedei-me próximo à catedral de Saint Isaac, bastante central, num hostel bem simpático, que eu indico: o Soul Kitchen. Vou falar aqui de algumas das atrações principais, mas há outras interessantes e igualmente imperdíveis. Museu Hermitage Para mim o museu mais bonito que já visitei na vida, não só pelas obras, mas pelos prédios em si. Para se ter uma ideia, um dos prédios que integram o museu, o Palácio de Inverno, era residência de antigos Czares e só ele já vale a visita. Um dia inteiro é bem pouco para ver tudo. Para quem tem disposição para museus, eles disponibilizam um ingresso que dá direito a 2 dias de visita (que também não são suficientes para conhecer tudo). É possível comprar entradas antecipadamente no site do museu. [caption id="attachment_3826" align="alignnone" width="1280"] Palácio de Inverno, que integra o complexo do museu.[/caption]   Catedral do Sangue Derramado Não tem…