sábado, 25 de maio de 2019
Cultura

Maricá recebe festival de imersão histórica para toda a família

A cidade de Maricá, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, receberá, entre os dias 19 e 21 de julho, mais uma edição do evento Old Norse, no Espaço de Eventos Alto Espraiado. Com temática medieval e atrações como lutadores de esgrima histórica, dançarinas, apresentações de música folclórica, acampamento viking, feira de artesanatos medievais e pratos típicos, o festival busca propiciar uma imersão no universo medieval e levar aos participantes práticas culturais de outros povos. Tudo com uma história teatralizada que se divide em capítulos e serve de pano de fundo para as edições do evento. Os três dias de festa têm a proposta de convidar o público a embarcar em uma verdadeira viagem no tempo, com trajes de época, em meio à natureza e cenário montado remetendo ao período medieval. Na primeira noite acontece a “Viagem Oriental”, com apresentação do músico Pedro Rebello e da dançarina Aline Muhana. Juntos, os dois prometem ambientar os participantes mostrando um pouco da cultura oriental. Durante o sábado acontece a encenação que remete ao capítulo 5 dos contos “Old Norse”, assim como o acampamento viking histórico com participação de grupos de historical reenactment de diversos estados e a apresentação da banda Oaklore, trazendo a cultura dos povos nórdicos. O público conta também com a feira de artesanatos medievais e diversos vendedores de comidas e bebidas típicas como hidromel, cerveja e hypocras. No domingo será realizado o campeonato de HEMA (Historical European Medieval Arts, ou campeonato de combates medievais, em tradução livre) e também o campeonato de combate viking, além de jogos históricos, workshops de arco e flecha, esgrima, swordplay para as crianças e muito mais. No último dia de evento, os participantes também podem realizar passeios a cavalo e assistir a apresentações pocket dos músicos. Quem quiser aproveitar todo o festival poderá ficar no…

Disconversa – Deveria ser Natal o ano todo

Guilherme Araújo é apaixonado por Natal. Mas não só por isso - é um dos grandes colecionadores de vinil do Rio de Janeiro, com uma coleção que já ultrapassa cinco mil unidades. Baiano de Itabuna, mora na capital há 12 anos e desde então começou efetivamente a colecionar LPs, hábito que ele havia pausado quando o CD invadiu o mundo da música. “Foi quase que uma imposição, eu me lembro das pessoas abandonando os discos, botando eles no lixo, doando. Era comum ver caçambas lotadas de bolachas nos anos 1990, ninguém estava dando bola”, conta. Na entrevista que você lê a seguir, Guilherme fala sobre essas duas paixões e o espaço delas em sua vida. Confira! Alguns dos discos natalinos da coleção de Guilherme   Lucas Vieira: Por que você coleciona vinil? Guilherme: Eu me considero um saudosista, tem nisso uma coisa de temperamento que explica muita coisa. O CD e o MP3 nunca me encantaram tanto. Já usei música digital em celular ou no computador pela praticidade. Mas pra mim isso nunca funcionou, sempre fiz meio à contragosto. Eu retomei a coleção quando comecei a morar no Rio. Mas eu me considero mais um curioso do que um colecionador. Eu não tenho esse foco, por exemplo, em ter edições originais, discos raros e em estado impecável. É claro que quero ouvir discos sem falhas, mas não é um impeditivo para mim ter uma reedição e me satisfazer com ela. Eu prefiro ter um disco para ouvir do que uma relíquia. Como começou sua paixão pelo Natal? Eu acho que todo mundo que teve uma infância feliz e não teve nenhum acontecimento triste (uma perda, separação) nesse período ou quando era pequeno costuma gostar muito do Natal. Minha paixão tem muito também daquele clichê de “manter a criança viva”. Na…

O cinema negro no campo visual do mundo contemporâneo

*Crédito da foto: Iere Ferreira  O continuado sucesso que a cinematografia negra permanece realizando a nível internacional deveria chamar a atenção para o poder das imagens tanto como ativadores de percepções e promotores de atitudes. Podemos lançar como exemplos deste processo, no plano nacional as frequentes Mostras de Cinema Negro Africano e caberia um destaque para o Encontro de Cinema negro Africano e Afrodiaspórico de Zózimo Bulbul, que, em 2018, completou 11 anos de consistente realização e fiel manutenção da missão que o instituiu. O criador do Encontro foi o próprio Zózimo Bulbul, ator e cineasta, que, em um gesto pioneiro contribuiu para promoção de um ambiente impregnado pela necessidade de valorizar a exibição e a investigação crítica do olhar e do lugar do negro no Cinema Contemporâneo, a partir das experiências de produção e realização no Brasil, África e Caribe. O Encontro se firmou como evento chave na disseminação do legado do Cinema Negro Africano e Afrodiaspórico e na formação de novas plateias, no estímulo de uma consciência crítica e analítica para este cinema. Movido por esta parceria, o LEECCC (Laboratório de Etnografia e Estudos em Comunicação, Cultura e Cognição) e a Universidade Federal Fluminense acolheram o convite do Centro Afro Carioca de Cinema para a produção conjunta deste 10º Encontro nestes 11 anos de atividade do Centro. O propósito desta articulação interinstitucional é contribuir com a expansão do acesso das tecnologias de comunicação junto àqueles setores sociais que, até bem pouco tempo, quando muito, conseguiam minimamente, integrarem salas de exibição para participarem como parte do público consumidor da 7ª. arte, que, quase sempre quase nada traziam de suas realidades cotidianas, a não ser os estereótipos já conhecidos como disseminadores das condições de subalternidades. No entanto, é fato visível inclusive pela grande indústria cinematográfica que o novo milênio abre com…

Discogs – o melhor amigo do colecionador – Parte 1

Chega um ponto na vida do colecionador em que seu acervo começa a crescer, crescer e crescer - colecionar não para, lembra? Como bem disse uma amiga, “memória boa é coisa de gente à toa”. Portanto, em algum momento você não vai lembrar de cabeça todos os LPs que tem. Por essas e outras que você descobrirá que o aplicativo do Discogs é um dos seus maiores aliados. Originado do site de mesmo nome, que é uma das maiores bases de dados colaborativa sobre música no mundo, o app gratuito (em inglês) funciona como rede social, catalogador, serve para consultas de títulos, possibilita a criação de uma lista de desejos e ainda tem uma área de compra e venda. Ele está disponível para Android e iOS. Uma dica super importante é ter o Discogs sempre no seu celular. Além de servir para você não se atrapalhar e comprar o mesmo disco duas vezes, ou ainda para mostrar de forma rápida suas bolachas para um amigo, é uma fonte de informação precisa para descobrir, na hora da compra, se está pagando um valor “justo” no LP, baseado nas vendas realizadas em seu marketplace. O valor é estimado de acordo com as vendas realizadas em seu marketplace. Como o próprio mercado de usados não tem uma ciência exata para a precificação, as estimativas do Discogs seguem sendo uma boa base. Vamos conhecer um pouco dos recursos e como usar o aplicativo: Começando Ao instalar o aplicativo, um breve tutorial será exibido. Caso você não tenha uma conta, é só seguir o passo a passo intuitivo do app para se cadastrar (em “Create Account”). Se já for registrado no site, basta usar a mesma conta que acessa pelo navegador clicando em “Sign into Discogs”. Você pode se cadastrar com a conta do Facebook…

Não Vista Branco – Começando a colecionar LPs

Existem duas formas comuns de começar a colecionar discos. A primeira é herdando, jeito como comecei, conforme comentei no último texto. É comum acontecer de um parente ou conhecido se mudar - às vezes dessa para uma melhor - ou então querer liberar espaço na casa e se desfazer das bolachas. Percebendo esse movimento ou, caso ele ofereça, aceite tudo que vier. Pode ser que você não seja intenso e, por isso, não ligue muito para os discos da Maria Bethânia que sua tia tem. A questão é: não os abandone. Eles podem se transformar em moeda de troca para abater parte do valor daquele Led Zeppelin que você viu na loja. Mas antes de tentar negociar, invista alguma atenção nesses discos. Se estão encostados há muito tempo, é bem provável que estejam empoeirados ou mofados, com alguma sujeira. Faça uma lavagem básica, com água e detergente neutro (explicarei melhor em outro texto, acompanhe!), e, sempre que possível, coloque pelo menos um plástico externo novo para dar uma cara mais bonita no LP na hora de levá-lo para o rolo - o ideal para vinis que pretende manter em sua coleção é também colocar o plástico interno, que protege a mídia. A não ser que você vá a uma loja especializada com um disco raro ou muito procurado, como um Ave Sangria, por  exemplo, você vai de cara se frustrar com o valor que irão oferecer nos seus LPs. Não sinta ranço do lojista. Usando a Bethânia mesmo como exemplo, por melhores que sejam seus discos, eles normalmente são vendidos em uma média de R$15. Portanto, para ter lucro, dificilmente o vendedor ofertará muito além de R$5. Na hora de tentar vender os discos que você não tem interesse, sempre opte por lojas em que o vendedor é uma pessoa…

Obrigado, mestre!

“Caro Stan, Posso chamá-lo de Stan? Se preferir, posso chamá-lo de senhor Lee, mas aí eu colocaria uma distância que nunca houve entre nós...Não, o senhor não me conhece, mas eu o conheço muito bem! O senhor guarda na alma aquele menino nerd e deslocado como o Peter Parker, e muitas vezes se sente diferente – e, por vezes, discriminado – mas nunca desiste e ainda sai por aí defendendo aqueles que precisam, como um mutante dos X-Men. Deve ter uma família problemática, mas incrível, como o Quarteto Fantástico. Ah, e eu sei que o senhor, às vezes, fica com muita raiva. E garanto que, de vez em quando, arma um barraco daqueles, como o Hulk. Sei também que o senhor tem uma fé inabalável e que acredita no mundo invisível e, de vez em quando, recorre a umas mágicas para sair de enrascadas, como o Doutor Estranho. E que o senhor se imagina sempre um minúsculo ponto em um universo cheio de vida por todo canto, que o senhor percorre por aí na prancha do Surfista Prateado. Então, eu o conheço muito bem. Desde criança, seus personagens e suas histórias me deram força para lidar com minhas vulnerabilidades. E, a partir do mundo que o senhor criou, transformei minhas fraquezas em dons que usei, e muito bem, para me tornar uma pessoa de quem hoje me orgulho. Stan Lee, muito obrigado por tudo! E desculpe essa missiva tão breve. Sei que ela está muito aquém de sua grandeza. Paulo.” Essa seria a carta que eu mandaria para o Stan. E essa é uma singela homenagem que faço para o mestre. Um cara que trouxe o heroísmo para o dia a dia das pessoas e mostrou que é possível que qualquer um de nós, por mais defeitos ou problemas que…