segunda-feira, 21 de outubro de 2019

A lição do Tião Salgado

Em setembro de 2000 fui convidado para um seminário em Nova York, patrocinado pelo Global World Forum. Na sala onde faria minha participação, havia jovens até sentados no chão. Antes que eu começasse a falar, um deles perguntou o que eu achava de internacionalizar a Amazônia: "Não quero sua resposta como brasileiro mas como humanista". Falei que poderia considerar a hipótese se antes fossem

O gênio divertido

Em janeiro de 2004 eu tinha uma viagem à Índia e decidi visitar Sri Lanka para ver a tragédia do tsunami, ocorrido no dia 24 do mês anterior. Aquele pequeno país havia sido o que mais sofrera proporcionalmente à catástrofe. Graças ao nosso embaixador na Índia, José Vicente Pimentel, que acumulava a representação do Brasil em Sri Lanka, tive apoio da consulesa honorária do Brasil, Jenifer

O presente do futuro

Em uma viagem que fiz à Georgia, tive a oportunidade de ser recebido em audiência pelo ministro da Educação daquele país em seu gabinete. Como é praxe nesse tipo de encontro, no meio da conversa, entreguei-lhe um presente que havia levado do Brasil. Era uma simpática escultura feita por índios de uma tribo do Amazonas. Achei que estaria agradando, ao levar um exemplar tão representativo,

A Ressurreição pelas urnas

O livro “A ressurreição do General Sanchez”, publicado pela Editora Paz e Terra, em 1981, reeditado em 1997 pela editora Geração, conta a história de um ditador latino-americano que, percebendo o esgotamento de sua ditadura, decide terminar seu regime e escolher um substituto. Usando as técnicas da engenharia genética, manda fabricar um clone. O herdeiro seria

Falta a Liga

Em uma entrevista em 26/10/2012, nosso campeão mundial Raí foi perguntado sobre o que mais o tinha impressionado durante seu tempo na França, jogando no Paris Saint Germain. Ele respondeu: “minha filha ia na mesma escola que a filha da minha empregada” – uma escola com qualidade igual às melhores do mundo. Graças a isso, a França tem liga há mais de cem anos. Seu povo, apesar de desigualdades

O professor caminhoneiro

Há décadas o Brasil desvia recursos da educação, do saneamento, da saúde, da moradia e de outros setores sociais para fazer as estradas, pontes, viadutos, avenidas que a indústria automobilística exige. Esses sacrifícios foram feitos sem reclamação, porque a inflação permitia a ilusão de recursos públicos para todas as prioridades: as sociais e as automobilísticas. O resultado é sermos