Edição 19

15/11/2017

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quarta-feira, 22 de novembro de 2017
Tecnologia

Inteligência Artificial (IA) – Uma nova sociedade se desenha

Assim como os temas abordados anteriormente aqui no O Quinze (Transformação Digital, Cloud e Bigdata), Inteligência Artificial (IA), ou em Inglês, que é o mais conhecido, Artificial Intelligence (AI), também tem sido muito badalado ultimamente. Não por acaso, mas essas tecnologias estão intimamente interligadas, o que indica uma forte correlação entre elas. Assim como os outros conceitos, a AI (usarei a sigla em Inglês por questão de conformidade com o mais usual) também não surgiu agora, existem relatos da década de 1940 onde cientistas já trabalhavam no tema, na incansável busca por decifrar os mistérios do cérebro humano. E também, assim como os outros temas já mencionados, AI ganha importância na medida em que o desenvolvimento tecnológico passa a viabilizar as necessidades intrínsecas do assunto. O que é AI e quais são os principais conceitos? Podemos dizer de uma maneira simples que AI é a forma de fazer uma máquina “funcionar” como um humano, ou seja, executar atividades de maneira autônoma e inteligente. Inteligente no sentido de ser capaz de interpretar comandos de voz, identificar o contexto através da percepção visual e ainda tomar decisão para algo que não foi programado especificamente. Aliás, no AI a ideia não são algoritmos muito extensos, mas que sejam capazes de prover, com confiabilidade e velocidade, decisões corretas diante de situações não previstas. A máquina aprende e na próxima vez saberá como agir, mais rápida e assertivamente. Então, vamos tentar entender um pouco mais de AI e seus impactos na nossa vida. Fala-se na 4ª revolução tecnológica e que vai impactar empresas, empregos e a sua vida. Seria o fim da raça humana? Seremos dominados por robôs? Teremos nossos cérebros controlados tipo nos filmes Matrix e Avatar? Minha resposta é o clássico “It depends!”. Sim, depende de muitas variáveis. Teorias temos para todos os…

Big Data, explorando as informações

Já abriu o seu web browser e ao acessar uma página qualquer, apareceu um banner ofertando exatamente o produto e/ou serviço que recentemente você procurou na internet? E aí você se pergunta: como eles me descobriram aqui? Pois é, existem plataformas de soluções específicas para monitorar o conteúdo de internet e ofertar campanhas de marketing direcionadas e eficientes, baseadas no comportamento do consumidor. Seduzi-lo com promoções, personalização de mensagens e finalmente consumar a venda são uma das várias possibilidades disponíveis hoje na web. Mas para isso, é preciso uma solução capaz de montar esse quebra-cabeças de informações de maneira inteligível e objetiva. A ruptura do antigo paradigma dos velhos e conhecidos sistemas de informações cliente e servidor, utilizando bancos de dados convencionais (relacionais, estrelas ou cubos) onde a base eram informações estruturadas e na maioria dos casos armazenadas em tabelas, começa por volta de 2005. O volume de dados cresce exponencialmente, assim como aumenta a variedade de fontes provedoras das informações e as consultas tradicionais (queries) não são mais capazes de atender às novas demandas, não só em termos de velocidade de recuperação de dados, mas também na qualidade do dado recuperado. O ambiente torna-se mais complexo e caótico e a internet ganha uma nova denominação, chamada de web 2.0. Nessa nova abordagem, que está diretamente relacionada ao grande volume de dados disponíveis e que não seriam resolvidos pelos tradicionais sistemas de Business Inteligence (BI), é que surge o conceito de Big Data, que torna capaz de processar além das tradicionais tabelas, vídeos, fotos, mídias sociais, resultados de buscas no Google, Email entre outros. Esse grupo de dados variados é classificado como informações não estruturadas que, segundo estatísticas, hoje, correspondem a mais de 90% do volume de dados da web e juntar tudo isso e obter resultados é o grande…

Trabalhando em qualquer lugar e a qualquer hora

O desejo de consumo de muitos: trabalhar em casa! Evitar os frequentes congestionamentos da cidade grande, ter uma alimentação mais balanceada, poder dedicar mais tempo à família e consequentemente melhorar a qualidade de vida. O trabalho em home office (escritórios em casa) tem crescido ainda de forma modesta no Brasil, provavelmente pela insegurança jurídica que pode trazer para o empregador, mas além das fronteiras tupiniquins é uma prática que vem se tornando cada vez mais comum. Empresas globais se fazem valer da tecnologia e conseguem reduzir custos operacionais, melhorar produtividade e aumentar a satisfação do empregado, colocando-os para trabalhar remotamente, o que significa estar disponível em qualquer lugar e a qualquer hora. Hoje em dia, com as facilidades disponíveis, o home office não perde em nada para o escritório tradicional. Entretanto, é preciso investir pelo menos em um kit básico de ferramentas que permitirão o escritório remoto funcionar de forma segura e produtiva. Óbvio que além de um bom notebook e conexão banda larga, é desejável: Softphone, Web Conferência, multifuncional e ferramenta de colaboração. Porém, mais importante que as ferramentas utilizadas, é a disciplina de quem trabalha remoto, incluindo o gestor direto, se for o caso. O trabalho “home” quebra o paradigma de horário rígido de expediente para produtividade plena. No entanto, este é um assunto longo e não vamos explorá-lo por aqui. Detalhando um pouco mais sobre a infraestrutura necessária: O Softphone vai permitir usar o ramal remotamente, receber e fazer ligações diretamente do notebook como se no escritório estivesse. A ferramenta de Web Conferência permite reuniões multiusuários e em algumas delas ainda podemos acionar a câmera do notebook para uma videoconferência. Multifuncional, outro item que é importante, por vezes é necessário imprimir documentos e/ou digitalizá-los. Um parêntese nesse caso, esse ano a Xerox movimentou o mercado com o…

Computação na Nuvem… Será que vai chover Bits???

Antes de prosseguirmos, primeiro, como dizem os gestores modernos, vamos ficar na mesma página. Bits, de uma forma bem simplória, são informações de 0 ou 1 (ligado e desligado) que se propagam através dos circuitos eletrônicos e definem a linguagem de comunicação das máquinas. Ou seja, como informações são recebidas, armazenadas, processadas e transmitidas pelos computadores, entre eles e dentro deles. Voltando ao tema, eu diria que, dependendo do ponto de vista, podemos estar sob uma chuva de bits sim e por que não? Hoje em dia, bilhões de informações por segundo são trocadas no mundo através da internet e, boa parte dessas, transmitidas via satélite. Os bits estão viajando entre nós. E, nesse contexto, podemos estar sendo bombardeados por ondas eletromagnéticas e sob uma grande “tempestade” de bits? Como dizia o Obama em sua campanha presidencial: “Yes, we can!” Por sorte, aquelas são imperceptíveis e inofensivas para o ser humano, pelo menos até que provem o contrário. Mas que Raio de Nuvem é essa, ops!, digo “raio” no sentido figurado! Podemos entender que o conceito de nuvem vem da facilidade da informação, aplicação, solução ou processamento estarem disponíveis para acesso em qualquer lugar do planeta, a qualquer dia e qualquer hora, bastando para isso que você tenha uma conexão à internet. O conceito de soluções baseado em computação na nuvem amadureceu muito nos últimos anos e viabilizou uma série de inovações tecnológicas, não só para soluções do mundo corporativo, mas também para as pequenas empresas e usuários finais (nós, pobres mortais). Por exemplo, o One Drive da Microsoft e Google Drive da Google permitem aos usuários armazenarem Gigabytes de informações na nuvem. Assim, você pode colocar o seu celular, notebook e desktops sincronizando informações automaticamente com esses drives/serviços na nuvem e garantir a segurança de seus backups e/ou informações…

O tema da moda é… Transformação Digital!

Hoje em dia não se fala em outra coisa: transformação digital! No meio técnico de TI, isso pegou mais que vírus da zika e febre amarela. Estatísticas são várias; previsões, algumas bizarras, outras otimistas até demais, mas o fato é que ela está aí. Aos mais atentos, em pleno vapor; para os desligados, ainda por chegar. Afinal, o que é transformação digital? Não vou entrar no mérito da definição formal, mas, em outras palavras, é o mundo conectado num imbróglio de algoritmos de controle fazendo coisas antes vistas — pelo menos por meus contemporâneos — apenas nos desenhos animados dos Jetsons ou nos seriados Túnel do Tempo e Jornada nas Estrelas. Lembram? Pois é: videoconferência, carro que voa, carros auto dirigíveis etc. Então, amigo, transformação digital não é simplesmente uma virada de chave e sim uma revolução tecnológica, muitas delas teorizadas nos anos 30 e 40, mas que só se tornaram viáveis agora, devido à tecnologia disponível. E onde vamos parar? Seria o céu o limite? Lembro há alguns anos, ou melhor, muitos anos atrás, numa aula de Física dos sólidos, um professor meu dizia que o limite da computação estava por vir, pois os circuitos eletrônicos tinham propriedades físicas que limitariam a velocidade de processamento, perdas pelo efeito Joule, restrições quânticas, entre outras teorias que não vêm ao caso. Por sorte ele estava errado, e a cada dia processadores e circuitos mais rápidos são desenvolvidos, e eu diria que não há a menor possibilidade de impedir essa escalada rumo à digitalização das coisas. Voltando à vaca fria, se você ainda não está convencido que estamos com a transformação digital bombando, pense: quantas vezes você tem visitado sua agência bancária no mês? Ou, por exemplo, quanto tempo você consegue ficar longe do smartphone? E o que acha dos aplicativos como…