Edição 29

15/05/2018

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terça-feira, 22 de maio de 2018
Gastronomia

Uma dose de água, por favor!

Água com gás: faz bem ou faz mal? Uma das minhas principais recomendações: se vai beber algo, escolha beber água! “Mas que sem graça, nutri!” Verdade! Para quem está acostumado a um sabor na bebida, consumindo frequentemente refrigerantes, chás gelados ou sucos cheios de açúcar, eu proponho água saborizada. Aí, vem a dúvida: pode ser água com gás? Apesar de gaseificada artificialmente, esta é uma boa opção de bebida para escapar das bebidas açucaradas e com sabores artificiais. Não contém calorias e tem o mesmo poder de hidratação da água sem gás! Mas devo alertar que, quem tem problemas no estômago, como a gastrite, por exemplo, deve ter muito cuidado, porque o excesso de gás pode irritar a mucosa do estômago. Por outro lado, é uma boa opção para aliviar a má digestão, à medida que faz arrotar e alivia a pressão abdominal. Substituir de uma vez a água sem gás pela gaseificada não é uma boa opção, para não causar irritação no estômago. Portanto, sem excessos, é uma forma de buscar mais hidratação para quem tem dificuldade de beber água ou quer beber algo "diferente". Aí vai uma dica: experimente saborizar sua água gaseificada com sumo de limão, hortelã, raspas de laranja, polpa de maracujá. Fica com um sabor incrível! Ah! E uma curiosidade: apesar de ser mais comum encontrarmos a água gaseificada artificialmente, também existe água mineral com gás natural, que é bem mais suave que a artificial. Um brinde às escolhas saudáveis, com ÁGUA! Com ou sem gás! Beijos e saúde.

O que, na verdade, te faz comer?

Tenho me dedicado muito a me aprofundar no estudo do comportamento humano. Nas estratégias com as quais, através do meu conhecimento em Nutrição, consigo ajudar pessoas a emagrecerem. Vejo inúmeros benefícios quando consigo ajudar pessoas a pensar diferente e a fazer mudanças no comportamento para emagrecerem e manterem o peso. Pessoa querem emagrecer e não conseguem, mas não se atentam aos seus pensamentos: "Só um pedacinho!", "Hoje eu posso!", "Vou comer um doce para me acalmar!", "Hoje estou muito cansada para cozinhar, vou comer um fast food", "Vou correr mais 15 minutos hoje na esteira para poder comer rodízio de pizza à noite", “Ah, não posso recusar este bolo, não é educado”. Chamamos esses de PENSAMENTOS SABOTADORES! O sucesso no emagrecimento e na manutenção do peso perdido é maior quando ocorre a mudança no comportamento alimentar. Essa é mais causadora do resultado do que aprender a contar calorias. As pessoas comem e não percebem quantas calorias a mais podem consumir por dia, não acreditam que os pequenos e frequentes ataques aos beliscos farão diferença no emagrecimento. Se você se percebe com esses pensamentos sabotadores e está lutando por uma alimentação mais equilibrada, tente se controlar, seja mais racional antes de consumir algum alimento. Pergunte-se: estou mesmo com fome? Será que não posso aguardar para comer no horário certo? Posso me controlar bebendo um copo de água? Evitar esse belisco te tornará mais forte, mais motivado e trará melhores resultados. A maneira de pensar, tratando a fome como emergência, torna a dieta mais difícil. Dedique-se para modificar seu pensamento e buscar um corpo definitivamente magro. Beijos e saúde.

Que teu alimento seja teu remédio

“Que o teu alimento seja o teu remédio e que o teu remédio seja o teu alimento” (Hipócrates)   A frase citada neste título é atribuída a Hipócrates, um médico grego, considerado o pai da Medicina. O que nos leva a considerar que, desde a antiguidade, a alimentação é ressaltada como essencial para a promoção da saúde. Sim, na busca por qualidade de vida, este item é fundamental: alimentação equilibrada. Naquela época, que as pessoas estavam longe dos alimentos industrializados, Hipócrates já se referia à qualidade do alimento como forma de ter o corpo saudável. Sob o ponto de vista da Nutrição, a frase dita por Hipócrates é de uma verdade absoluta. Muito do que é nossa saúde, se atribui ao que comemos. Se buscamos por alimentos saudáveis, maiores as chances de alcançarmos saúde plena. Se a alimentação é desregrada, mais o corpo adoece. Com a correria do dia a dia, é comum o descuido com a alimentação e o consumo excessivo de produtos industrializados. Considerar que isso atrapalha muito o funcionamento do corpo é o primeiro passo para mudar o comportamento e buscar por uma alimentação que favoreça a saúde. Pequenas mudanças na rotina, como reduzir o consumo de alimentos embutidos, refrigerantes, entre outros altamente ricos em aditivos químicos, já faz uma importante diferença promoção da saúde. Um bom hábito que favorece esta mudança é a leitura dos rótulos dos alimentos industrializados. Você já parou para ler a lista de ingredientes? Quantos destes nem sabe o que é? Quantos nomes e siglas que desconhece? Consegue imaginar o quanto nos intoxicamos com essas substâncias? Pois é! Está na hora de exigirmos mais de nós mesmos e nos esforçarmos para reduzir estes tão altos índices de doenças que se desenvolvem por erros nas escolhas alimentares. Cada vez mais, acredito na nutrição…

Balança: inimiga da dieta?

Frequentemente no consultório me deparo com pessoas aterrorizadas em subir na balança. Algumas até me pedem para não revelar o quanto estão pesando. Entendo bem isso, porque para pisar na balança é preciso ter um preparo mental. Se você já enfrentou dificuldades para emagrecer ou vive no “efeito sanfona” – engorda, emagrece e volta a engordar – certamente se pesar é uma situação que pode ser desgastante.  Acontece assim: você começa uma dieta e exercícios, ao final de uma semana, sobe na balança e se depara com um número maior que o esperado. Pronto! Você se chateia e perde a motivação. Pare para pensar: qual é o motivo desse insucesso?  A explicação é o comportamento que você adota quando inicia uma dieta. Sim, isso mesmo. Tudo envolve a maneira de pensar. É preciso se preparar para se pesar. Se você encarar o resultado da balança como fraqueza, falta de controle ou incapacidade de conseguir resultados, a consequência será se sabotar e desencadear uma compulsão alimentar.  Se prepare mentalmente e não permita que os números mostrados na balança desgastem sua motivação. Se o número na balança indicar que você não emagreceu, repense a dieta que adotou. Talvez você não saiba como fazer a dieta corretamente, ou esteja se permitindo maiores porções em algumas refeições ou, ainda, naquele momento, alguma alteração hormonal ou fisiológica esteja alterando seu resultado. É normal! Não permita que a balança se torne um obstáculo para continuar. A persistência na dieta e nos exercícios e mudar a forma de pensar são fundamentais para que você se livre dos malefícios da obesidade. É verdade que um profissional para te orientar, te ajudar a solucionar problemas, te motivar e manter sua autoconfiança será peça chave nesse processo. Acredite: quando aprender a se alimentar bem e se permitir uma transformação, você…

Revolução na forma de enxergar a comida: Mindful Eating

Estou sempre falando sobre o modismo e o terrorismo alimentar: alimentos que são tratados como vilões ou mocinhos no cardápio, tornando o relacionamento com a comida uma verdadeira neurose. E que, na verdade, não contribuem em nada para a redução da obesidade. Ao contrário, os índices de obesidade e de compulsão alimentar vêm aumentando em todo o mundo, especialmente entre crianças. A abordagem da Nutrição Comportamental utilizando a estratégia do mindful eating está revolucionando a forma de enxergar a comida e combater os problemas associados à alimentação, como o ganho excessivo de peso e a compulsão alimentar. É um movimento com a proposta de resgatar a boa relação com o ato de comer. Traduzindo livremente, mindful eating pode ser definido como “comer com atenção plena”. É um dos braços do mindfullness - traduzido em português como “atenção plena” e tem origem nas práticas meditativas orientais. Esta técnica passou a ser utilizada na medicina e psicologia comportamental, como forma de reduzir o estresse. Comer com atenção plena consiste em reservar um tempo para saborear uma refeição, percebendo aroma, textura, sabor e com prazer, recuperando o significado da comida e não só valorizando os nutrientes. Dessa forma, não existem alimentos melhores ou piores, permitidos ou proibidos, mocinhos e vilões. Simplesmente o ato de comer sem culpa! Na prática, um dos principais mandamentos é focar na refeição. É cada dia mais comum vermos as pessoas à mesa, simplesmente engolindo as refeições e de olho na televisão, ou comendo ao mesmo tempo que estão trabalhando no computador. Mais comum ainda, é o hábito das pessoas verificarem as mídias sociais, durante as refeições, sem se atentarem ao prazer do comer. Desacelerar a mente e se desligar de todos esses eletrônicos, mantendo-os longe da mesa, é a melhor forma de conseguir o foco necessário. Os bons hábitos, como…

Doces como recompensa: o início dos maus hábitos alimentares

A alimentação da criança é muito desafiadora. Doces são geralmente um dos primeiros recursos que pais e responsáveis usam para recompensar uma criança por uma boa ação, para estimular o consumo de vegetais ou, até, por estarem ausentes durante todo um dia de trabalho. E, é aí que está o grande perigo! Os doces são ricos em calorias de baixa qualidade e pobres em nutrientes, especialmente vitaminas, minerais e fibras. Isso pode ser um fator determinante para o risco do desenvolvimento da obesidade. Entre crianças de 7 a 9 anos de idade é preocupante o aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade e a associação destas com complicações no metabolismo e desenvolvimento de doenças cardiovasculares, ortopédicas, psicológicas entre outras. A introdução de alimentos complementares não adequados, como doces, chocolates, sorvetes, tem sido apontada como determinante para o desenvolvimento da obesidade infantil. Vale a pena revermos conceitos da educação alimentar, à medida que a obesidade é uma doença crônica e está crescente entre crianças no mundo todo. No Brasil, dados do IBGE de 2009, mostram que o excesso de peso é encontrado com grande frequência, a partir dos 5 anos de idade em todos os grupos de renda e em todas as regiões brasileiras. Portanto, não ofereça doces como recompensa! Usar guloseimas para estimular as boas ações da criança só atrapalha a formação da relação dela com a comida e os bons hábitos alimentares. Reflita comigo: se, sempre que ela fizer algo de bom, for “presenteada” com um doce ou chocolate, a criança vai achar que esse é o alimento que tem maior valor. Então, que tal buscar outras formas de recompensar as boas ações dos pequenos e a nossa ausência física durante um dia de trabalho? E, assim, moderar o estímulo ao consumo de açúcar e alimentos de baixa qualidade…