quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Gastronomia

15 motivos para você ir ao nutricionista

Você pode estar cansado e perdido com tantas informações que aparecem na mídia e redes sociais sobre quais alimentos comer ou não comer, o que pode e o que não pode, o que faz bem e o que faz mal. Segue todas as dicas, faz as receitas dos sucos detox, toma os chás, compra óleo de coco, mas a saúde não melhora e você não alcança os resultados que busca. Vou te dar 15 bons motivos para você procurar um nutricionista. A consulta de nutrição tem por objetivo principal te trazer resultado, te conduzindo fazer a melhor escolha. E seguir para o seu objetivo pelo caminho correto. O nutricionista é habilitado a avaliar sinais e sintomas que o seu corpo está te dando, que podem ser consequência da sua alimentação não estar adequada. Muitas vezes você nem percebe isso! O atendimento é individualizado. Esta avaliação individual vai te permitir trazer resultados mais rápidos e concretos. E para a vida toda, se livrando do efeito sanfona e das constantes dietas. Para formular um plano alimentar, o nutricionista vai levar em consideração sua rotina, estilo de vida, preferências e aversões alimentares. Ou seja, o cardápio é personalizado, considerando as necessidades que você tem para se manter saudável. Aliás, essa competência é exclusiva do profissional de nutrição. Muitas vezes, um alimento, mesmo sendo saudável, pode não ser bom para você. As pessoas têm características e necessidades diferentes. E, o nutricionista conhece as características dos alimentos para te orientar quais destes e que quantidades fazem bem para você. As intolerâncias alimentares não acontecem para todos. Desmitificando o fato de que todo mundo deve adotar a dieta sem glúten e/ou sem lactose. Modinhas! Você terá ajuda para organizar a sua rotina, de forma que a alimentação saudável não será um fardo a mais nas suas…

Puta

"Também a moral é uma questão de tempo" Gabriel​ ​García​ ​Márquez   Ontem comecei o meu primeiro diagrama lunar, junto com outras 16 mulheres. Uma ferramenta maravilhosa de auto-conhecimento sistêmico, por dentro e por fora, onde o corpo conversa com o todo, onde conseguimos colocar no papel isso de sermos cíclicas, regenerativas, lunares, mulheres. Fui desenhando cada lua, da cheia à minguante, da nova à crescente. lembrando das sensações de cada dia anterior, selecionando o que não colocar porque o espacinho para escrever é pequeno e pede resumos sucintos e essenciais. Cada frase sobre o dia reforça o caminho: como se ao escolher o essencial o todo ficasse mais claro. No começo do encontro recebemos o desenho de uma árvore. Raízes profundas, raízes superficiais, tronco, galhos e folhas. Em cada um deles escrevíamos dificuldades, preconceitos, estigmas, tabus, mas também processos, aprendizagem, superação, e uma nova forma de nos olharmos, de nos orgulharmos de ser esse ser complexo e cíclico. Compartilhamos alimentos, bebemos da mesma água, cantamos no mesmo tambor, e fomos limpando e construindo outros lugares em cima dos lugares que não queremos mais. Fomos selecionando como quem pega fruta do pé, nos tornando mais leves para que nossas árvores cresçam mais fortes. Ontem ao fazer o diagrama, fui reflorestando e replantando o jardim, podando minhas árvores dando força e forma às que decidi que iriam ficar. Ontem todas podamos nossas árvores, juntas, celebramos e dançamos. PUTA Quanto mais me aproximo do alimento, mais entendo coisas da vida que não me ensinaram em nenhuma escola, com nenhum método. Em cada passo, cada pergunta que vou fazendo, a terra, a comida, traz-me respostas, uma cesta repleta de mais perguntas. Puta é a Deusa da Poda das árvores e das vinhas. Sim, Puta vem da palavra Poda, (como vem a palavra amputar,…

Temperos industrializados: por que condenamos tanto?

Na minha prática clínica, vejo que as pessoas não sabem o que estão colocando no prato quando consomem temperos industrializados. Não imaginam qual a relação deles com a saúde. É verdade que são práticos para serem usados no dia a dia e dão sabor especial ao alimento. Mas o uso em exagero traz diversos males para nosso organismo, porque possuem muito sal, glutamato monossódico, aromatizantes e conservantes artificiais. O grande perigo que vejo é o quanto as pessoas se tornam dependentes do uso desses temperos. Os temperos industrializados são muito perigosos, podendo provocar elevação da pressão arterial, risco de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), diabetes, ganho de peso, além de sobrecarregar o funcionamento renal e prejudicar a função neurológica. Em média, a quantidade de sódio em um tablete ou uma colher (chá) desses temperos industrializados é de 1,4g, ou seja, 70% da quantidade de sódio indicada para um adulto por dia. O limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 2g de sódio por dia ou 5g de sal (cloreto de sódio). Vou citar aqui o exemplo do caldo de carne. A lista de ingredientes contém sal, gordura vegetal, amido, açúcar, alho, cebola, extrato de carne bovina, salsa, louro, pimenta vermelha, gengibre, cúrcuma, realçadores de sabor glutamato monossódico e inosinato dissódico, corantes caramelo III e urucum e aromatizantes. Analisando esses ingredientes, percebemos que, além do excesso de sódio, contém corantes, que podem causar alergias. O glutamato monossódico é um realçador de sabor que afeta, principalmente, as células nervosas, causando alto grau de toxicidade. Nas crianças, especialmente, pode causar disfunções de aprendizado. Também, podem ser responsáveis pelo Mal de Alzheimer e Mal de Parkinson. A gordura vegetal transformada em gordura sólida causa obesidade e doenças cardiovasculares, pois aumentam o colesterol LDL (mau colesterol). Enfim, o ideal…

1200 primaveras

E quando eu tiver saído Para fora do teu círculo Tempo, Tempo, Tempo, Tempo Não serei nem terás sido Tempo, Tempo, Tempo, Tempo Caetano Veloso, 1979.   Completei ontem 33 primaveras. Acho sempre mais interessante contar os anos como se fosse uma sequência de estações, até porque o calendário que conhecemos, gregoriano, é relativamente novo para a humanidade: contávamos o tempo com base nos ciclos naturais, com pontos marcantes nos equinócios e solstícios, quatro grandes blocos das 4 grandes estações, e 13 luas de 28 dias. O nosso tempo é o tempo da terra. Em grande parte dessas 33 voltas do Sol, acreditei que tínhamos controle sobre o mundo. Que tudo o que queremos poderia ser conseguido, que a humanidade seria super poderosa e capaz de saber mais sobre as coisas todas do mundo. No meio do caminho foi ficando confuso: sabendo tanto e podendo tudo, porque é que as coisas não eram sempre melhores? Em 33 anos entendi que sabemos muito pouco, podemos demais, somos obcecados por controle, exploramos, absorvemos, não regeneramos. Inventamos a sustentabilidade ainda dentro de um olhar que divide as partes e junta em coisas que querem se parecer com seres. Às vezes parece que achamos que a forma de melhorar as coisas é pegar no universo e desmembrar a complexidade. Temos medo do desconhecido e do complexo, aprendemos pouco com o passado, não fazemos planos para além de nós. É interessante, como fazemos de tudo para viver para sempre mas vivemos como se não acreditássemos no que pode vir amanhã, ou no que fica depois que a morte chega: agir indiferente para o que é maior do que nós pode ser um ato de supremacia e poder.   Oliveira 1200 anos. E ainda dá azeitonas. Se cuidarmos dela e lhe dermos carinho, ela vem carregada…

Profissão: Nutricionista. Missão: Combater a obesidade.

Em agosto, no dia 31, comemoramos o Dia do Nutricionista! Refletindo sobre como escolhi ser nutricionista e como eu encontrei a minha missão dentro da profissão - que amo -, concluo que esta caminhada está recheada de descobertas. Esta trajetória começou em 1990, na 2ª série do 2º grau (atualmente 2º ano do Ensino Médio). Eu precisava escolher uma profissão, estava prestes a prestar o Vestibular. Uma certeza eu tinha: queria cuidar das pessoas. Foi quando o professor de Biologia passou um trabalho em grupo, no qual precisávamos entrevistar um profissional de Nutrição. Naquela época, me encantei com a nutricionista, que falava do quanto sua profissão ajudava as pessoas a se alimentar corretamente e, através disso, prevenia doenças. Era o que eu queria! Eu que já curtia me alimentar de forma saudável para não adoecer. Mas a Nutrição é, na verdade, muito mais ampla! Na faculdade, estudamos muita anatomia, fisiologia, química, bioquímica, ao mesmo tempo que as ciências humanas são essenciais em nossa formação - é importante conhecermos o comportamento das pessoas, suas condições socioeconômicas. Nossa formação é muito generalizada: Nutrição Clínica, Nutrição Coletiva, Nutrição Esportiva, Indústria de Alimentos, Pesquisa Científica, entre outras. Portanto, me definir na minha profissão e encontrar minha missão foi uma longa caminhada. Sinceramente, passei por quase todas estas áreas da Nutrição, mas a Clínica sempre foi minha paixão. Em 2002, com a especialização em Nutrição Materno-Infantil concluída, entendi que queria educar as pessoas. Sim, EDUCAR (OU RE-EDUCAR)! Acima de tudo, o nutricionista é um EDUCADOR! Ao mesmo tempo, os índices de obesidade crescem em número alarmante no Brasil, aumentando a prevalência de diabetes e hipertensão arterial. (Http://www.brasil.gov.br/saude/2017/04/obesidade-cresce-60-em-dez-anos-no-brasil) Assim, com 20 anos de formada, estou muito orgulhosa da minha missão: combater a obesidade e melhorar a qualidade de vida das pessoas através da educação e reeducação…

Pais educados, filhos saudáveis!

O meu maior desafio no atendimento de crianças e adolescentes acima do peso e com aumento nas taxas de açúcar e gorduras não é reeducá-los quanto aos hábitos alimentares, mas sim reeducar os pais e demais adultos envolvidos na rotina deles. Como podem querer que os filhos façam boas escolhas alimentares, se a geladeira e a dispensa estão lotadas de refrigerantes, guaraná natural, salgadinhos, biscoitos recheados, entre outras guloseimas? Como podem esperar que seus filhos tenham sucesso no tratamento, se o hábito da família é dispensar o jantar e usar o delivery dos fast foods? Ou ainda, como podem querer que os filhos pratiquem exercícios, se eles mesmos não o fazem? No corre-corre da vida diária, fica mais fácil ceder à praticidade da alimentação industrializada e satisfazer a vontade dos filhos. Educar dá trabalho! Mas, de repente, ao levar o filho ao pediatra, receber o diagnóstico que a saúde dele está em risco e ser orientado a levar ao nutricionista, os pais acham que os filhos sozinhos vão dar conta de seguir um plano alimentar saudável, sem ao menos reavaliar os seus próprios hábitos. Não vai adiantar introduzir as frutas e vegetais na alimentação do filho, se os pais continuam consumindo alimentos gordurosos. A reeducação alimentar deve ser um plano familiar. E, atenção! Não estou falando aqui de proibições. Falo e reforço para que a alimentação saudável se torne um hábito para toda a família. Sabemos que mais de 50% da população adulta brasileira está acima do peso. É nosso dever, enquanto adultos, pais e educadores reduzir o índice de obesidade desses futuros adultos. Lembrando que os ensinamentos na infância terão reflexos para sempre na saúde dos filhos. Então, na primeira consulta, já oriento o quanto os pais são exemplos importantes para estimular seus filhos a terem hábitos saudáveis. E…