Edição 29

15/05/2018

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terça-feira, 22 de maio de 2018

A derradeira chance da democracia

Não há como fugir ao tema. É preciso falar de política! O sistema chegou ao limite e a fala recente do Ministro Barroso do STF define muito da completa exaustão do caminho que se percorreu até o momento. Disse ele: “O Brasil viveu um pacto oligárquico de saque ao estado”. Não se trata mais de um partido, é muito mais! Não se trata mais de uma elite empresarial, é muito mais! Não se trata mais da falência do sistema político/jurídico, é muito mais! Não se trata de nomes, condenados ou não, é muito mais. O país teve três momentos em que caminhou após a redemocratização. O primeiro foi o próprio processo eleitoral, que conseguiu viabilizar eleições livres e gerou uma nova Constituição. Depois foi a viabilização da estabilidade da moeda. Ninguém acreditava que isso seria possível num regime democrático, mas o objetivo foi alcançado. Finalmente, conseguiu-se avançar no campo social com geração de empregos e alguma melhoria de vida para os mais pobres. Muitas falhas aconteceram e os meios foram confusos, ora sustentados por uma visão mais liberal, ora embasada numa trajetória populista e irresponsabilidade fiscal. Mas, ao que parece, em nenhum momento da nossa jornada o pacto a que se refere o Ministro deixou de prevalecer acima de qualquer interesse. Cabe reafirmar: não era um processo isolado, era sistêmico e retroalimentado. Então surgiu a Lava-Jato, viabilizada por uma conjuntura que associou a sorte à falta de atenção ao que estava se formando. Uma equipe altamente qualificada envolvendo Ministério Público, Polícia Federal e Judiciário desvendou grande parte do quadro de corrupção que assolava o país. Imaginava-se que a corrupção era grande e sistêmica, mas não se sabia o tamanho da coisa! Era enorme! O Sistema, é claro, reagiu e até o momento luta com todas as forças para se manter,…

Que teu alimento seja teu remédio

“Que o teu alimento seja o teu remédio e que o teu remédio seja o teu alimento” (Hipócrates)   A frase citada neste título é atribuída a Hipócrates, um médico grego, considerado o pai da Medicina. O que nos leva a considerar que, desde a antiguidade, a alimentação é ressaltada como essencial para a promoção da saúde. Sim, na busca por qualidade de vida, este item é fundamental: alimentação equilibrada. Naquela época, que as pessoas estavam longe dos alimentos industrializados, Hipócrates já se referia à qualidade do alimento como forma de ter o corpo saudável. Sob o ponto de vista da Nutrição, a frase dita por Hipócrates é de uma verdade absoluta. Muito do que é nossa saúde, se atribui ao que comemos. Se buscamos por alimentos saudáveis, maiores as chances de alcançarmos saúde plena. Se a alimentação é desregrada, mais o corpo adoece. Com a correria do dia a dia, é comum o descuido com a alimentação e o consumo excessivo de produtos industrializados. Considerar que isso atrapalha muito o funcionamento do corpo é o primeiro passo para mudar o comportamento e buscar por uma alimentação que favoreça a saúde. Pequenas mudanças na rotina, como reduzir o consumo de alimentos embutidos, refrigerantes, entre outros altamente ricos em aditivos químicos, já faz uma importante diferença promoção da saúde. Um bom hábito que favorece esta mudança é a leitura dos rótulos dos alimentos industrializados. Você já parou para ler a lista de ingredientes? Quantos destes nem sabe o que é? Quantos nomes e siglas que desconhece? Consegue imaginar o quanto nos intoxicamos com essas substâncias? Pois é! Está na hora de exigirmos mais de nós mesmos e nos esforçarmos para reduzir estes tão altos índices de doenças que se desenvolvem por erros nas escolhas alimentares. Cada vez mais, acredito na nutrição…

Prisioneiros do presente

A TV Globo está promovendo uma campanha com depoimentos de brasileiros sobre o Brasil que eles querem. Todos esperam honestidade, saúde, educação. O eleitor quer um presidente capaz de vencer a corrupção, a violência, as desigualdades. Mas ninguém indica o caminho para isso. Nem os eleitores, nem os pré-candidatos a presidente apresentam propostas de como realizar os desejos dos brasileiros. Há um excesso de desejos e de candidatos, mas escassez de propostas. A população brasileira quer justiça social, mas ainda não percebe que ela não se constrói sobre economia ineficiente. A realização dos sonhos exige sacrifícios: limitar gastos conforme a arrecadação, controlar o crescimento da produção para não ferir o equilíbrio ecológico. A economia do futuro depende do conhecimento técnico e científico capaz de aumentar a produtividade e a criatividade. E não há como distribuir renda que não existe, nem como criá-la sem educação de qualidade para todos. Parece difícil entender que o aumento da renda nacional depende da educação de alto nível para aumentar a produtividade. Sem isso, não tem como distribuir renda. Infelizmente, os brasileiros não acreditam na ideia de fazer nosso país campeão em educação e em produção intelectual, nem que esse é o caminho para fazer o Brasil que queremos. Os candidatos e os eleitores têm identificação nos sonhos, mas sem limitá-los aos recursos disponíveis, fiscais e naturais, prometem ações sem calcular seus custos, não dizem como serão financiados. Ambos parecem ter sonhos para o futuro, mas se mostram prisioneiros do presente.