Edição 29

15/05/2018

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terça-feira, 22 de maio de 2018
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A toda poderosa Praça Vermelha e algumas dicasinhas espertas

Ela é a ‘cara’ e o ‘coração’ de Moscou. Provavelmente uma das imagens mais associadas à Rússia. Sim, estou falando da toda poderosa Praça Vermelha. Esse ‘vermelho’ aí vem do russo antigo e quer dizer ‘bonita’, e ela faz jus ao nome. Vou dizer que avistar de longe o colorido da catedral de São Basílio e o vermelho do museu estatal de História já faz o coração bater mais forte. Neste artigo vou falar um pouco de outras atrações dessa praça gigante, com mais de 23 mil m2, para além do Kremlin e Mausoléu do Lênin, a ainda dar algumas dicas práticas para quem pretende visitar a capital russa.   São Basílio Ela é aquela construção super colorida que parece, a meu ver, vários sorvetes de casquinha misturados com algodão doce. Na verdade, não tem definição que abarque a São Basílio, de tão incrível. Construída no século XIV, o prédio de oito torres pertence à igreja ortodoxa russa e é aberto à visitação. Ela à noite, iluminada, é imperdível.   Shopping Gum Do lado da praça oposto ao Kremlin encontra-se um dos shoppings mais ‘phynos’ de Moscou: o Gum. Era uma antiga loja de departamento estatal soviética e tem um dos restaurantes mais interessantes para quem quer reviver esse passado soviético, o Stolovaya 57. É uma espécie de bandejão, onde você pega a bandeja, entra numa fila e vai apontando o que quer. (Apontando mesmo, pois a maioria dos atendentes não fala inglês). A comida é típica de lá e bem variada. Se você não se der conta quando vê pegou mil coisas. Depois pesa e paga (Em geral é barato para a quantidade de comida). Destaco as sobremesas, cada uma mais diferente e gostosa do que a outra. [caption id="attachment_3764" align="alignnone" width="800"] Fachada do shopping Gum iluminada[/caption]   [caption…

Reflexão sobre o papel do educador

Por Elisabete da Cruz*   Ainda estamos engatinhando para o verdadeiro sentido da palavra educação Aprendemos a falar e aprendemos a silenciar. Aprendemos a multiplicar, mas também a dividir Aprendemos a sorrir e a chorar A se desculpar e a voltar a errar A se orgulhar e a ter orgulho! Aprendemos a descobrir todos os dias um modo de viver melhor. As datas são marcos importantes para refletirmos, para aprendermos a silenciar nossas mentes sobre o verdadeiro sentido da vida, do nosso papel na sociedade, de alguma injustiça ou algo que possa levar a conscientização para o maior número de pessoas! E o aprender está em tudo que faz sentido! Ele nos conecta, nos une, nos faz crescer! A educação é isso, é esta certeza inconstante e ao mesmo tempo pulsante. Ainda estamos aprisionados em paredes, lousas, giz e papel! Ainda temos pessoas infelizes ensinando o outro a receita da felicidade.  Ainda estamos engatinhando para o verdadeiro sentido da palavra educação! Que este dia seja uma pausa para enxergarmos nosso papel de educador! Educador pai, educador avô, educador porteiro, educador cantineiro... Afinal, educação se faz pelo exemplo, pelo processo de melhoria contínua, pelo amor! Parabéns para nós!   *Elisabete da Cruz é educadora, autora, empresária e produtora executiva na área de projetos culturais, educativos e de entretenimento, envolvendo públicos de todas as idades.

Uma dose de água, por favor!

Água com gás: faz bem ou faz mal? Uma das minhas principais recomendações: se vai beber algo, escolha beber água! “Mas que sem graça, nutri!” Verdade! Para quem está acostumado a um sabor na bebida, consumindo frequentemente refrigerantes, chás gelados ou sucos cheios de açúcar, eu proponho água saborizada. Aí, vem a dúvida: pode ser água com gás? Apesar de gaseificada artificialmente, esta é uma boa opção de bebida para escapar das bebidas açucaradas e com sabores artificiais. Não contém calorias e tem o mesmo poder de hidratação da água sem gás! Mas devo alertar que, quem tem problemas no estômago, como a gastrite, por exemplo, deve ter muito cuidado, porque o excesso de gás pode irritar a mucosa do estômago. Por outro lado, é uma boa opção para aliviar a má digestão, à medida que faz arrotar e alivia a pressão abdominal. Substituir de uma vez a água sem gás pela gaseificada não é uma boa opção, para não causar irritação no estômago. Portanto, sem excessos, é uma forma de buscar mais hidratação para quem tem dificuldade de beber água ou quer beber algo "diferente". Aí vai uma dica: experimente saborizar sua água gaseificada com sumo de limão, hortelã, raspas de laranja, polpa de maracujá. Fica com um sabor incrível! Ah! E uma curiosidade: apesar de ser mais comum encontrarmos a água gaseificada artificialmente, também existe água mineral com gás natural, que é bem mais suave que a artificial. Um brinde às escolhas saudáveis, com ÁGUA! Com ou sem gás! Beijos e saúde.

É hora de acordar

E como se fosse um raio caindo em sua cabeça, um dia você olha no espelho e se pergunta: Quem é esta pessoa refletida aí? Por que será que não a reconheço mais? Onde EU fui parar? E essas, são apenas algumas das inúmeras perguntas que começam a surgir em sua mente neste que, a princípio, parecia ser um dia fatídico. Sem conseguir conter a enxurrada, sua mente segue decodificando perguntas como: Quando parei de cuidar de mim? Em que momento parei de me importar com o meu corpo? Com minha alimentação? E minha saúde? O que houve para que eu deixasse que os outros fossem mais importantes do que EU? E assim os questionamentos seguiram brotando sem parar, um após o outro. Dolorosos e nitidamente desprovidos de respostas concretas. A sensação era de que este manancial nunca iria secar, de que esta cachoeira de perguntas iria continuar a jorrar, fosse lá de onde estivesse vindo? Para onde foi toda sua energia? Sua disposição? Aquele tesão pela vida? A sua alegria? Será que estas sensações tiraram férias e vão voltar ou será que partiram para outro lugar? E assim, repleto de questionamentos e nenhuma resposta, segue este dia intenso e “fatídico”. Hora te inspirando reflexões profundas, hora gerando arrependimento, culpa, raiva de si mesmo e até mesmo um medo do tempo. Será que ainda dá tempo? De repente, em meio a tudo que está passando pela sua mente vem uma majestosa pergunta, aquela que tem o poder de organizar todas as outras, aquela que por mais que seja uma pergunta parece até que traz consigo uma resposta: O QUE ESCOLHO FAZER DISSO TUDO A PARTIR DE AGORA? Neste momento você sente como se um raio de sol na luz da manhã entrasse por uma fresta da janela, dentro de sua…

Facilitar convívio com a família é a melhor política contra a violência

Por Marcelo Biar* O Brasil avança na política errada do encarceramento em massa, andando de mãos dadas com a negação de direitos. Já somos a terceira nação com maior número de pessoas privadas de liberdade e, só no Rio de Janeiro, já temos mais de 60 mil presos. Cada um destes toca um núcleo familiar que tem um vazio na mesa do jantar. Agrava este quadro o fato dos presos não serem de origem social aleatória. Quase todos são de camada popular. Além disto, no Rio,  temos presídios em apenas oito dos 92 municípios do estado. Receber a visita de familiares é missão quase impossível para boa parte dos encarcerados, o que representa um problema mais grave do que muitos podem prever. A visita, além de ser um direito do apenado garantido pela constituição, se constitui como um fator de ressocialização. Quem conhece o universo penitenciário sabe que o dia de visita é sempre o mais tranquilo nas unidades prisionais. É a presença constante dos entes amados que pode “disputar” o futuro do preso. Muitas vezes sua reincidência ou não no universo criminoso é definida pelo papel que filhas, filhos, esposas, maridos, mães e pais, exercem sobre ele. Não podemos ignorar a família do preso que, a despeito de não ter cometido delito algum também sofre e necessita do contato com o ente preso. A pena é de mão dupla e o equilíbrio da família também passa por este contato. É importante, apesar do crime cometido, que um filho conviva com seu pai, mesmo cumprindo esta etapa. O sofrimento do isolamento é uma extensão descabida, de pena. É a punição que se estende aos que não cometeram crimes. Baseado nisso organizei o Projeto de Lei que prevê gratuidade de passagem para visitantes de presos, em seus dias de visita. Para…

O outro lado dos problemas

Muitos brasileiros do centro sul têm aprendido a conviver mais recentemente com um problema que os nordestinos conhecem há séculos – a escassez de água. Em algumas regiões, quando os reservatórios enchem vem a falsa sensação de abundância. Mas as mudanças climáticas e aumento da população vão trazer de volta a questão. Esquecem que a oferta de água depende também da educação do cidadão que deve adotar padrão austero de consumo. O problema da água tem duas pontas: hídrica e educacional. Todos os demais problemas e desafios do Brasil passam por duas pontas. O emprego só será criado se a economia fizer investimentos, mas bom emprego exige educação do candidato. O aumento da riqueza nacional depende do crescimento econômico, mas sem educação a produtividade não sobe e a pobreza social continua. E se a educação não for de qualidade para todos, a concentração da renda perdura. O desemprego, a pobreza e a concentração de renda são problemas com duas pontas. A educação é uma delas. A violência precisa ser enfrentada com polícia, justiça e cadeia. Mas só com educação para todos será possível oferecer a mesma oportunidade aos brasileiros. A corrupção será combatida com o fim do foro privilegiado, mas o mundo mostra que a corrupção cai substancialmente nos países onde eleitores têm boa educação. Todo problema tem duas pontas e uma delas é a educação. Nisto está a dificuldade: o problema da educação também tem duas pontas. A ponta dos educadores para fazer a escola ideal, e a ponta educacionista para construir todas as escolas com qualidade igual. E para cuidarmos do problema da educação, eleitores e eleitos precisam antes ser educados. Este paradoxo – para educar o Brasil é preciso que o Brasil já esteja educado - só será resolvido quando for eleito um presidente-estadista, educador do povo,…