Edição 19

15/11/2017

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quarta-feira, 22 de novembro de 2017
Comportamento

O poder do Carisma

Que pessoas carismáticas são magnéticas, influenciadoras, marcantes e inspiradoras, ninguém tem dúvidas. Que umas pessoas têm mais propensão a manifestar esta qualidade do que outras, também é algo sabido por muitos. Agora que esta qualidade é composta por um conjunto de comportamentos e que comportamentos podem ser desenvolvidos e exercitados, pouco de nós sabemos. Por isso vou trazer dicas valiosas para que cada um que esteja lendo este texto, possa dar um passo a mais em direção a lapidação de seu próprio carisma. Venho ajudando vários leitores a desenvolver uma série de comportamentos através da leitura dos meus artigos publicados pela Revista O Quinze. Ao longo do tempo, em futuros artigos, pretendo continuar ajudando, inclusive com alguns comportamentos que sejam sugeridos nos comentários. No entanto decidi abordar o Carisma nesta edição por me simpatizar bastante com esta qualidade e por, ao pesquisar a origem etimológica desta palavra, ter me encantado ainda mais, vejamos: CARISMA: Do grego kharísma, «favor», pelo latim charisma-, «graça; dom de Deus». Depois de ler esta definição pensei, como será o mundo se nós desenvolvermos mais “favor” e “Graça”? Minha resposta para mim mesma foi uma imagem de pessoas sorrindo, se ajudando, leves, comprometidas com o bem-estar uma das outras e da nossa sociedade. Sensacional, né?! Então como ter mais carisma, aumentar o magnetismo, o encantamento e influenciar pessoas? “Preocupe-se mais em fazer as outras pessoas se sentirem bem em relação a elas mesmas do que em relação a você”. Disse Dan Reiland, vice-presidente de desenvolvimento de liderança da Injoy. Muito interessante esta reflexão! Se pensarmos nas pessoas com as quais MAIS GOSTAMOS de passar o nosso tempo, assistir na tv, ir a palestras, trabalhar junto, dentre outras opções de contato social, não lembraremos das rabugentas, reclamonas, pessimistas.... vamos lembrar de pessoas agradáveis, positivas, inteligentes, carinhosas e…

Palavras: nutritivas ou venenosas?

Através do livro “O cérebro feminino” de Louann Brizendine, foi estimado que os homens falam 7 mil palavra por dia e as mulheres 20 mil. No entanto, essa informação já foi reavaliada pela Universidade da Califórnia através do pesquisador Campbell Leaper que descobriu que ambos os sexos falam em torno de 16.000 palavras*. Meu propósito aqui hoje não é falar sobre a quantidade de palavras e sim sobre a qualidade destas. A abordagem com os números foi apenas para trazer uma ordem de grandeza em relação ao bem e ao mal que temos a capacidade de propagar durante um dia. Quantas vezes você já pode experimentar uma alegria súbita, uma mudança de humor, uma onda de esperança, acolhimento, tranquilidade e muitas outras coisas boas através das palavras de um outro alguém? E quantas vezes foi você a causar estas coisas boas? E quantas foram as outras vezes em que você experimentou raiva, sentimento de humilhação, tristeza, culpa, constrangimento, insegurança, desrespeito e outras sensações desagradáveis por meio das palavras de outra pessoa? E quantas foram as vezes que as suas palavras fizeram este papel? Sendo assim, eu trago a reflexão: você está usando suas palavras para nutrir ou nvenenar a você mesmo e ao outro? Quem acompanha minha coluna nesta revista já sabe que fazemos escolhas sobre tudo a todo minuto. Algumas escolhas são conscientes, mas a maioria continua sendo fruto de nosso inconsciente. Desta forma, a qualidade do que falamos vai sofrer um impacto direto, dentre outras coisas, da quantidade de dor, frustração, decepção e experiências negativas que carregamos, bem como da quantidade de experiencias boas, amorosas, generosas e positivas na nossa bagagem inconsciente. Como não temos como mensurar o que está em nosso inconsciente, a grande sacada aqui é iniciar um processo de tomada de consciência das próprias palavras…

Espelho, espelho meu!

Estes dia compartilhei nas redes sociais o trecho de um livro que estou lendo e que tem me ajudado a conectar vários pontos de meus estudos, horas de atendimento e de treinamentos ministrados. Fiz este compartilhamento despretensiosamente apenas como forma de ser grata a este conhecimento. No entanto, por conta da repercussão ter sido tão expressiva, decidi escrever um pouco sobre minha forma de perceber e interpretar a profundidade do que eu li. Para ficarmos todos na mesma “página”, segue a baixo o trecho do livro: “Contudo Eu lhe digo que, enquanto se preocuparem com que os outros pensam de você eles serão seus donos. Somente quando não precisar mais de aprovação externa poderá ser dono de si mesmo” (Trecho do livro Conversando com Deus de Neale Donald Walsh) Eu não sei o quão impactante foi para você ler este trecho do livro. Para mim foi muito e vou desenvolver sobre isso. Visualizem a cena: Você está dirigindo seu carro na rua e alguém grita pela janela dizendo que você é babaca, que comprou carteira, que devia estar pilotando um fogão ou qualquer outra coisa que fosse bem desrespeitosa e pejorativa. De cara temos três opções: Agredir – retribuir todas as ofensas e, ainda piorá-las, para o nosso ofensor, trazendo para nós tudo que foi dito como verdade de forma agressiva. Sofrer – Deixar a pessoa falando sozinha e nos sentirmos péssimos por dentro, trazendo para nós tudo que foi dito como verdade, só que agora de forma passiva. Sentir Compaixão – saber quem somos e através disso perceber que um ser humano feliz e bem resolvido não sai xingando outros pela rua a troco de nada e, através desta percepção, deixar para lá e seguir adiante sem agredir e nem sofrer já que a pessoa já está com dor…

A beleza de ser diferente

Este texto é praticamente um chamado à reflexão. “Ah, Adriana! Mas nós sempre refletimos pois seus textos em geral nos trazem esta condição”. Eu sei, mas desta vez quero pedir que você reflita, profundamente e de coração aberto, sobre a beleza de sermos diferentes. E quem sabe possa até fazer algumas mudanças de comportamento! 😊 Meu desejo em abordar esse tema nasceu de uma tristeza que sinto no fundo do meu coração ao testemunhar como nós, seres humanos, temos sido tão intransigentes uns com os outros nos momentos em que somos expostos a ideias diferentes das nossas. Essa dificuldade em aceitar as diferenças e lidar com elas de forma “não violenta” acaba por gerar feridas invisíveis em nós e nos outros através de nossas palavras, gestos e atitudes. Podendo também em casos mais extremos gerar agressões físicas e até guerras. Vou explicar melhor. Quando está tudo bem, como nos momentos em que pensamos da mesma forma que o outro, a maioria de nós sente admiração, valoriza e "ama" o cônjuge, os familiares, os amigos e as pessoas com as quais nos relacionamos de alguma forma. A questão toda acontece ao sermos contrariados, quando o ponto de vista do outro desafia o nosso e as visões de mundo divergem. Neste momento, começamos a rivalizar com as pessoas como se elas tivessem obrigação de pensar como nós. Agimos como crianças caprichosas, batendo o pé e querendo que nada mude e tudo se mantenha da nossa maneira, da maneira que aprendemos com nossos pais, nossa sociedade e com a nossa história de vida. Curioso, não é mesmo? Você pode estar se perguntando neste momento por que fazemos isso? Fazemos isso por um conjunto de razões e neste texto vou abordar duas com mais detalhes que são: o fato de termos necessidade de pertencimento…

S.O.S. Felicidade – Fato ou Significado

Da série: Mude sua mentalidade e ganhe mais qualidade de vida Muito se fala sobre a mente, pensamentos e mentalidade nos dias de hoje. Creio que para a maioria de nós, algumas destas ideias já estejam bem claras cognitivamente. Por exemplo: a mente tem poder; se você acredita que está certo ou se acredita que está errado de toda forma você está certo; seu foco cria sua realidade e outras similares. O que me parece que ainda estamos descobrindo é como mudar a nossa mentalidade para termos um maior coeficiente de positividade, ou seja, passarmos mais tempo com pensamentos positivos do que pensamentos negativos. Não é minha pretensão aqui neste texto resolver esta questão que a ciência ainda vem estudando e, sobre a qual existem descobertas quase que diárias. Meu objetivo, como de costume, é trazer mais consciência, incentivar reflexões, inspirar mudanças e sempre que possível compartilhar cases e dicas. Agora vou te pedir para me dar as mãos nesta viagem de observação e auto-observação que vou propor. Imagine que estamos em um carrinho invisível e que podemos observar as pessoas sem sermos vistos. Iniciamos nossa jornada indo a uma favela e vendo um churrasco, onde todos os convidados contribuem com algo, seja comida ou bebida, riem, são amigos de verdade, solidários e se alguém não tem algo para contribuir ou não conhece ninguém, o grupo dá um jeito de resolver a questão para que as risadas continuem e ninguém fique de fora. Saímos deste churrasco e vamos para uma festa em uma mansão de alta classe, onde um anfitrião oferece de tudo, bebida e comida, as pessoas cochicham, ficam em pequenos grupos, muitos só vão para fazer “a social” e outros ainda saem reclamando da comida ou da bebida. No final poucos foram aqueles que de fato se divertiram…

Como fui contratada sem ter experiência?

Aos poucos, ao longo do tempo, vou contando um pouco da minha história para vocês, mas hoje quero falar apenas de um capítulo, capítulo este que pode trazer esperança, coragem e força para muitos que, neste momento, estão enfrentando o desafio do desemprego ou da transição de carreira. Em março de 2012, eu havia terminado meu MBA em RH, trabalhava como Head Hunter em uma multinacional conceituada da área e estava me especializando em “huntear” profissionais da área de RH. (Aqui cabe um pequeno parêntese da minha história: eu vinha de uma carreira de 11 anos na área de MKT, onde era muito bem-sucedida e a qual decidi deixar após uma depressão que foi um grande despertar e prometo contar depois para vocês em outro artigo). Quando fui chamada para uma entrevista, em uma empresa do ramo de segurança da informação, para ser gerente de RH, tendo todos os subsistemas abaixo, gerenciando 3 estados e com 11 pessoas na equipe. Para mim era muito tentador, já que estava na minha transição de MKT para RH. Só tinha uma questão: EU NÃO TINHA EXPERIÊNCIA EM RH. De toda forma, aceitei fazer a entrevista e, ao chegar na sala de espera, para meu desespero, lá estavam várias pessoas que eu já havia entrevistado como Head Hunter e as quais eu sabia que tinham pelo menos 10 anos de experiencia nesta área. Ali, naquele exato momento eu fiz três coisas que hoje percebo que foram fundamentais para o meu sucesso na entrevista: Tomei uma decisão: eu quero esta vaga! Defini para mim mesma qual a relevância desta vaga na minha vida: Ela faz sentido na minha trajetória de carreira; Ela me coloca de volta à posição de líder e na área nova que escolhi; Vou poder contribuir com a melhora da qualidade de…