quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Comportamento

A beleza de ser diferente

Este texto é praticamente um chamado à reflexão. “Ah, Adriana! Mas nós sempre refletimos pois seus textos em geral nos trazem esta condição”. Eu sei, mas desta vez quero pedir que você reflita, profundamente e de coração aberto, sobre a beleza de sermos diferentes. E quem sabe possa até fazer algumas mudanças de comportamento! 😊 Meu desejo em abordar esse tema nasceu de uma tristeza que sinto no fundo do meu coração ao testemunhar como nós, seres humanos, temos sido tão intransigentes uns com os outros nos momentos em que somos expostos a ideias diferentes das nossas. Essa dificuldade em aceitar as diferenças e lidar com elas de forma “não violenta” acaba por gerar feridas invisíveis em nós e nos outros através de nossas palavras, gestos e atitudes. Podendo também em casos mais extremos gerar agressões físicas e até guerras. Vou explicar melhor. Quando está tudo bem, como nos momentos em que pensamos da mesma forma que o outro, a maioria de nós sente admiração, valoriza e "ama" o cônjuge, os familiares, os amigos e as pessoas com as quais nos relacionamos de alguma forma. A questão toda acontece ao sermos contrariados, quando o ponto de vista do outro desafia o nosso e as visões de mundo divergem. Neste momento, começamos a rivalizar com as pessoas como se elas tivessem obrigação de pensar como nós. Agimos como crianças caprichosas, batendo o pé e querendo que nada mude e tudo se mantenha da nossa maneira, da maneira que aprendemos com nossos pais, nossa sociedade e com a nossa história de vida. Curioso, não é mesmo? Você pode estar se perguntando neste momento por que fazemos isso? Fazemos isso por um conjunto de razões e neste texto vou abordar duas com mais detalhes que são: o fato de termos necessidade de pertencimento…

S.O.S. Felicidade – Fato ou Significado

Da série: Mude sua mentalidade e ganhe mais qualidade de vida Muito se fala sobre a mente, pensamentos e mentalidade nos dias de hoje. Creio que para a maioria de nós, algumas destas ideias já estejam bem claras cognitivamente. Por exemplo: a mente tem poder; se você acredita que está certo ou se acredita que está errado de toda forma você está certo; seu foco cria sua realidade e outras similares. O que me parece que ainda estamos descobrindo é como mudar a nossa mentalidade para termos um maior coeficiente de positividade, ou seja, passarmos mais tempo com pensamentos positivos do que pensamentos negativos. Não é minha pretensão aqui neste texto resolver esta questão que a ciência ainda vem estudando e, sobre a qual existem descobertas quase que diárias. Meu objetivo, como de costume, é trazer mais consciência, incentivar reflexões, inspirar mudanças e sempre que possível compartilhar cases e dicas. Agora vou te pedir para me dar as mãos nesta viagem de observação e auto-observação que vou propor. Imagine que estamos em um carrinho invisível e que podemos observar as pessoas sem sermos vistos. Iniciamos nossa jornada indo a uma favela e vendo um churrasco, onde todos os convidados contribuem com algo, seja comida ou bebida, riem, são amigos de verdade, solidários e se alguém não tem algo para contribuir ou não conhece ninguém, o grupo dá um jeito de resolver a questão para que as risadas continuem e ninguém fique de fora. Saímos deste churrasco e vamos para uma festa em uma mansão de alta classe, onde um anfitrião oferece de tudo, bebida e comida, as pessoas cochicham, ficam em pequenos grupos, muitos só vão para fazer “a social” e outros ainda saem reclamando da comida ou da bebida. No final poucos foram aqueles que de fato se divertiram…

Como fui contratada sem ter experiência?

Aos poucos, ao longo do tempo, vou contando um pouco da minha história para vocês, mas hoje quero falar apenas de um capítulo, capítulo este que pode trazer esperança, coragem e força para muitos que, neste momento, estão enfrentando o desafio do desemprego ou da transição de carreira. Em março de 2012, eu havia terminado meu MBA em RH, trabalhava como Head Hunter em uma multinacional conceituada da área e estava me especializando em “huntear” profissionais da área de RH. (Aqui cabe um pequeno parêntese da minha história: eu vinha de uma carreira de 11 anos na área de MKT, onde era muito bem-sucedida e a qual decidi deixar após uma depressão que foi um grande despertar e prometo contar depois para vocês em outro artigo). Quando fui chamada para uma entrevista, em uma empresa do ramo de segurança da informação, para ser gerente de RH, tendo todos os subsistemas abaixo, gerenciando 3 estados e com 11 pessoas na equipe. Para mim era muito tentador, já que estava na minha transição de MKT para RH. Só tinha uma questão: EU NÃO TINHA EXPERIÊNCIA EM RH. De toda forma, aceitei fazer a entrevista e, ao chegar na sala de espera, para meu desespero, lá estavam várias pessoas que eu já havia entrevistado como Head Hunter e as quais eu sabia que tinham pelo menos 10 anos de experiencia nesta área. Ali, naquele exato momento eu fiz três coisas que hoje percebo que foram fundamentais para o meu sucesso na entrevista: Tomei uma decisão: eu quero esta vaga! Defini para mim mesma qual a relevância desta vaga na minha vida: Ela faz sentido na minha trajetória de carreira; Ela me coloca de volta à posição de líder e na área nova que escolhi; Vou poder contribuir com a melhora da qualidade de…

As partes mimosas da natureza

Por Sonia Hirsch*   Tudo na mulher é poesia e samba-canção. Os olhos são o espelho da alma, as mãos herdamos das fadas, o sorriso transporta ao paraíso, a voz é de anjo, a pele de rosas, o corpo de sereia, tudo com infinito poder de beleza e sedução. Mas na hora de falar sobre aquelas pequenas partes tão sensíveis e delicadas não há uma linguagem poética, gentil ou sedutora que traduza o apreço que se tem por elas. A escolha é entre os termos clássicos, tipo vulva e vagina, que soam feios e irreais, os nomes vulgares, aprendidos com pudor e excitação nos grafitos de banheiro, e os inocentes apelidos maternais como xana, xota, xoxota, bimbinha, bobó, pixu, pipi, xibiu, pixirica, xereca, prexeca, perereca, crica, periquita, pombinha, passarinha, bacurinha, partes, países baixos, zona sul… Acaba-se tascando um “genitália feminina”, que dá à coisa um ar distanciado. Pois a distância acabou-se, já que é delas que vamos falar: das partes mimosas, que de certo modo governam nossa vida como fontes de prazer, saúde, reprodução, sexualidade – ou vergonha, culpa, repressão, doenças. A deliciosa “rosa louca” insinuada pela música de Tom Jobim é mesmo uma sucessão de relevos e reentrâncias. Primeiro vem aquele casaco de pelos, os pentelhos, protegendo o monte-de-vênus, ou púbis, uma parte geralmente gordinha e macia. A qual de repente racha, formando os chamados grandes lábios, que também são macios e gordos. Bem no comecinho da rachadura, mas já na parte interna, fica o mais sensível dos pontos sensíveis da mulher: a cabecinha do clitóris, o tal do grelo, pinguelo, tamatiá, um órgão sexual discretíssimo mas muito fácil de excitar. Junto a essa cabecinha nascem dois babadinhos, um de cada lado, chamados pequenos lábios, que variam muito de tamanho, forma e simetria e se transfiguram durante a excitação…

A melhor maneira de fazer algo é: COMEÇAR

“Nossa, tenho tanta coisa para fazer esta semana!”, “Meu trabalho está uma loucura. É coisa que não acaba mais!”, “Minha casa está uma bagunça, nem sei por onde começar!” Se você já ouviu alguém dizer algo deste tipo ou foi você, pessoalmente, quem verbalizou essas palavras, tenho uma dica para você: a melhor maneira de fazer algo é começar! Você já reparou que muitas das pessoas que estudam na véspera de provas ou deixam análises e apresentações do trabalho para o último momento ou ainda deixam uma decisão se arrastar por longos meses, assim que realizam a tarefa em questão, pensam: nossa, se eu soubesse que ia ser assim tinha feito antes. Pois é, tinha feito antes, mas não fez. O ponto aqui é: até quando vamos seguir falando de tudo que temos que fazer e não fazendo o que precisa ser feito? Basta! Convido você a se despedir desse hábito, desse comportamento hoje e vou te dar cinco razões impactantes para isso: O acúmulo de coisas para fazer gera ansiedade, estressa a nossa mente e nosso corpo; O estresse exagerado pode gerar desde alterações no apetite, dores musculares, à insônia e depressão; Se propor a fazer algo e não fazer é um tiro na nossa autoconfiança e quando não confiamos em nós mesmos o medo passa a ser nosso maior companheiro; Ficar postergando o início de algo faz com que este algo pareça maior do que realmente é e nos causa uma sensação distorcida de que “não vamos dar conta”; Toda esta desordem mental pode nos fazer perder oportunidades por não conseguirmos nos organizar e poder fazer algo que, de fato, seja importante e não urgente. Agora que você já sabe que deixar de fazer algo bagunça não apenas a sua casa, escritório e agenda, mas também sua saúde…

Reclamar ou não reclamar, eis a questão!

Reclamação: tenho levantado este tema de diversas formas durante treinamentos, palestras, atendimentos, grupos de estudo e mentoria. Na maioria das vezes, pergunto para as pessoas se elas reclamam. Quais as reclamações mais frequentes? E há quanto tempo reclamam sobre as mesmas coisas? Em geral todos dizem que reclamam e um grande número tem reclamações recorrentes que já estão em suas vidas há anos. Depois disso, faço uma quebra de gelo, mudo de assunto e volto perguntando o que acham ou sentem de pessoas que reclamam muito, e a resposta desta última pergunta é sempre a mesma: “nossa é muito chato, tenho vontade de me afastar, prefiro pessoas mais positivas”. Daí me veio a questão “Se reclamar é ‘chatão’, por que reclamar então”? Talvez você concorde comigo quando digo que o que mais escuto por aí são pessoas dizendo que “o mundo poderia ser um lugar melhor” e que “a vida já é difícil, para que complicar”. Essas falas, que poderiam até ser minhas ou suas, me fizeram refletir sobre o seguinte: como Eu poderia contribuir para que o mundo fosse um lugar melhor, mais leve e menos complicado? Pensei assim, se não gostamos de ficar perto de quem reclama, mas em contrapartida nós mesmos reclamamos, que tal entender um pouco mais sobre o padrão de reclamação e dar uma contribuição para que todos nós tenhamos dias mais leves, descomplicados e ainda por cima mais produtivos? Posso contar com você nesta missão? Vou compartilhar o que aprendi depois de muita leitura e pesquisa e com a sua ajuda e a de cada leitor que se comprometer em fazer sua parte poderemos reclamar menos e agir mais. Descobri que reclamar é um comportamento e como qualquer outro, se repetido contínua e sistematicamente, acaba virando um hábito que, se não for canalizado de…