Edição 29

15/05/2018

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terça-feira, 22 de maio de 2018

O outro lado dos problemas

Muitos brasileiros do centro sul têm aprendido a conviver mais recentemente com um problema que os nordestinos conhecem há séculos – a escassez de água. Em algumas regiões, quando os reservatórios enchem vem a falsa sensação de abundância. Mas as mudanças climáticas e aumento da população vão trazer de volta a questão. Esquecem que a oferta de água depende também da educação do

Assassinos de Marielle

Diz uma lenda árabe que uma coruja invisível sai de dentro de pessoas assassinadas para perseguir os assassinos. O Brasil deseja que essas aves identifiquem quem matou Marielle e Anderson. Mas precisamos também buscar assassinos históricos invisíveis, que não apertaram o gatilho, mas criaram condições para o crime. Há séculos, latifundiários e governantes deram passos na direção do assassinato

Prisioneiros do presente

A TV Globo está promovendo uma campanha com depoimentos de brasileiros sobre o Brasil que eles querem. Todos esperam honestidade, saúde, educação. O eleitor quer um presidente capaz de vencer a corrupção, a violência, as desigualdades. Mas ninguém indica o caminho para isso. Nem os eleitores, nem os pré-candidatos a presidente apresentam propostas de como realizar os desejos dos brasileiros.

Improvisações seculares

Joaquim Nabuco disse que a Abolição seria incompleta se os escravos não recebessem terra para trabalhar e se os filhos não tivessem escola para estudar. Não deram atenção. Cem anos depois, Darcy Ribeiro disse que se o Brasil não construísse escolas teria de construir cadeias no futuro. Junto com o governador Leonel Brizola, Darcy criou um sistema estadual de escolas: os CIEPs. Mas não houve

Kit sobrevivência

O esgotamento do atual modelo político, social e econômico e o processo de desagregação que contamina o país exigem mais do que um plano de desenvolvimento: demandam um mapa para a sobrevivência nacional. Fundamental para isso é a recuperação da credibilidade de políticos e juízes, sobretudo com mudança de comportamento, com o fim de mordomias e do foro privilegiado. Outro item é o enfretamento

Persistindo no erro

Nada surpreenderá mais os analistas futuros de história deste momento do que o fato de não ter sido feita até aqui nenhuma autocrítica por algum dos dirigentes do governo Lula e Dilma. Para o Brasil, mais importante do que aumentar a pena do ex-presidente Lula teria sido ele reconhecer os erros cometidos. Ampliar o tempo de prisão em nada vai mudar o Brasil. Mas ajudaria muito termos uma análise